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Atualizado às: 18 de dezembro, 2003 - 19h25 GMT (17h25 Brasília)
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Sharon ameaça ação unilateral para 'separar Israel'
Ariel Sharon
Sharon criticou os planos de paz alternativos para o Oriente Médio

O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, disse que pode tomar medidas unilaterais para separar Israel de áreas palestinas.

Falando em uma conferência sobre segurança nesta quinta-feira, em Tel Aviv, Sharon afirmou que vai ''acelerar consideravelmente'' a construção do muro na Cisjordânia.

Segundo o primeiro-ministro, Israel vai desmantelar alguns assentamentos ilegais nos territórios palestinos, mas não citou quais seriam esses assentamentos.

Sharon também falou de sua crescente impaciência a respeito da falta de um acordo de paz para o Oriente Médio negociado com os palestinos.

Se os palestinos não cumprirem com suas obrigações de acordo com o que foi determinado pelo plano de paz idealizado pelos Estados Unidos, Sharon afirmou, Israel vai se separar das áreas Palestinas e reduzir ao mínimo o número de israelenses vivendo entre palestinos.

Críticas

Em seu discurso Sharon criticou os planos de paz alternativos para a região.

''O plano de paz dos Estados Unidos é o único que foi aceito pelos israelenses, palestinos...e pelo resto do mundo'', afirmou.

Outros planos, segundo ele, ''enganaram o público e encorajaram falsas esperanças''.

Sharon disse que Israel não estava interessado em governar os palestinos, e pediu que eles abandonassem o que chamou de ''caminho do terrorismo''.

Mas, ele alertou que ''se dentro de alguns meses os palestinos não tiverem tomado medidas recíprocas, nós vamos agir de forma unilateral''.

Sharon já havia falado de ''passos unilaterais'' na Cisjordânia no caso de fracasso do plano de paz idealizado pelos Estados Unidos.

O líder dos negociadores palestinos, Saeb Erekat, disse que medidas unilaterais não vão funcionar.

Erekat afirmou que está decepcionado com o fato de Sharon não ter falado sobre o fim da ocupação que começou em 1967. Ele acrescentou que Israel, destruindo o aparato de segurança da Autoridade Palestina, removeu seu poder de por fim aos ataques suicidas.

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