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EUA e palestinos rejeitam planos de Sharon
Líderes palestinos reagiram com indignação às declarações do primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, que ameaçou tomar "medidas unilaterais" para separar israelenses dos territórios palestinos caso não haja progresso no processo de paz. O primeiro-ministro palestino, Ahmed Korei, disse que as palavras de Sharon foram em "tom de ameaça" e que o que ele propôs "é sério e totalmente inaceitável". "Eu não acho que é do interesse de um lado ameaçar dessa maneira seu parceiro em um processo muito complicado e delicado como é o processo de paz entre israelenses e palestinos", disse Korei. "Por outro lado, ele mostrou determinação em continuar a construção do muro de segregação racial. Isso é totalmente inaceitável e vai destruir tudo", completou. Hamas Sharon disse que, a menos que a violência palestina cesse em questão de meses, ele irá remanejar alguns assentamentos judeus e acelerar a construção do polêmico muro, que vai deixar algumas áreas palestinas sob controle de Israel. Nabil Abu Rudeina, um conselheiro do líder palestino Yasser Arafat, disse que Sharon está tentando destruir o plano de paz para a região, conhecido como Rota da Paz. "Essas declarações não representam nada de novo e equivalem a uma rejeição da Rota da Paz", disse. O líder espiritual do Hamas, Ahmed Yassin, disse que as palavras do primeiro-ministro israelense visam enganar o mundo. "Sharon está pedindo que os palestinos levantem bandeiras brancas, que se rendam. Nosso povo rejeita por completo essa possibilidade. Nós não vamos nos render, nosso povo vai se defender." Estados Unidos Os Estados Unidos também não receberam bem as declarações de Sharon. Segundo o porta-voz da Casa Branca, Scott McLellan, os Estados Unidos "se oporiam a qualquer passo unilateral que pudesse impedir as negociações da Rota da Paz, que avançam rumo a formação de dois Estados". "Um entendimento precisa ser negociado, e nós nos oporíamos a qualquer esforço israelense para impor um acordo." De acordo com o correspondente da BBC em Washington Rob Watson, levando em conta as ligações estreitas entre a Casa Branca e o governo de Israel, as palavras de McLellan foram ainda mais contundentes. Colonos Alguns colonos judeus mostraram ser tão contrários aos planos do premiê israelense quanto os palestinos. Segundo um porta-voz dos colonos, Yehoshua Mor-Yosef, as propostas "vão causar uma escalada do terror". "O desmantelamento dos assentamentos e expulsão dos judeus de seus lares vai apenas aumentar o apetite do assassino", disse. Effie Eitam, líder do Partido Nacional Religioso, que defende os interesses dos colonos, ameaçou retirar seu apoio ao governo. |
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