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Atualizado às: 28 de janeiro, 2004 - 18h43 GMT (16h43 Brasília)
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Perfil: Gavyn Davies
Gavyn Davies

Quando se tornou presidente do Conselho Administrativo da BBC em 2001, Gavyn Davies foi alvo de críticos que o acusavam de ter sido indicado ao cargo por causa de sua amizade com o ministro da Fazenda britânico, Gordon Brown.

Mais tarde, Davies teve que liderar a defesa do jornalismo praticado pela BBC durante a guerra no Iraque e nos eventos que provocaram a abertura do Inquérito Hutton.

O chairman da BBC defendeu de maneira robusta a corporação no inquérito que investigou as circunstâncias da morte do cientista David Kelly.

Davies se pronunciou em nome do Conselho Administrativo para apoiar a integridade do jornalismo da BBC e esclarecer o que ele descreveu como a imparcialidade e precisão de suas reportagens sobre a polêmica em torno do dossiê de armas do Iraque apresentado pelo governo britânico.

Davies também entrou em confronto repetidas vezes com Alastair Campbell, ex-chefe de comunicações do primeiro-ministro Tony Blair, sobre a cobertura da guerra no Iraque e teve de prestar depoimento ao Inquérito Hutton.

Relações trabalhistas

Em abril de 2001, quando a indicação de Davies à presidência do Conselho Administrativo da BBC foi anunciada, a medida foi recebida pelos britânicos com aprovação e ceticismo ao mesmo tempo.

Davies é inegavelmente um homem talentoso – um milionário que construiu a própria fortuna – e sua "promoção" de vice-presidente a chairman confirmou a percepção de que ele conhecia muito bem o funcionamento da BBC.

Gavyn Davies, no entanto, é também um seguidor de longa data do Partido Trabalhista. Além disso, a mulher de Davies, Sue Nye, é secretária política de Gordon Brown.

Logo após sua indicação, oponentes políticos de Davies foram rápidos em atacar a medida, embora ela tenha sido o resultado da recomendação de um painel independente.

Davies também tinha uma boa reputação durante o governo do ex-primeiro-ministro John Major, do Partido Conservador.

Desde que entrou para o Conselho Administrativo da BBC, Gavyn Davies era apontado como provável sucessor do presidente Christopher Bland.

Nascido no Zimbábue, filho de pais galeses, Davies começou sua carreira no serviço público depois de se formar na Universidade de Oxford.

Por cinco anos, ele trabalhou na unidade política da sede do governo britânico como consultor dos primeiros-ministros Harold Wilson e James Callaghan.

Quando Margaret Thatcher chegou ao poder, Davies se mudou para a City, o centro financeiro de Londres, e foi indicado como um executivo promissor para a gigante de investimentos americana Goldman Sachs.

Estima-se que, ao longo de sua carreira, Davies tenha acumulado uma fortuna pessoal de 150 milhões de libras (R$ 787 milhões).

O nome de Gavyn Davies chegou a ser cogitado para a vice-presidência do Banco da Inglaterra, mas ele teria recusado essa possibilidade porque não teria recebido nenhuma garantia de que seria o sucessor do então presidente Eddie George.

Propostas polêmicas

A primeira experiência de Davies na BBC foi como economista convidado de telejornais da emissora. Mais tarde, ele foi apontado para chefiar um comitê de revisão da arrecadação de fundos para a BBC.

As polêmicas propostas de Davies incluíam a venda de metade do controle da BBC Worldwide (braço comercial das operações internacionais da corporação) e todo o controle da BBC Resources (departamento de infra-estrutura). As duas idéias, no entanto, acabaram rejeitadas.

O comitê também apresentou uma proposta, com o objetivo de financiar os serviços digitais da BBC, para aumentar a taxa cobrada em todos os domicílios da Grã-Bretanha pelo direito de assistir a televisão. A idéia também foi descartada pelo Comitê de Cultura, Mídia e Esportes do Parlamento britânico.

O envolvimento de Davies no comitê de revisão despertou críticas dos sindicatos de funcionários da BBC quando o nome dele foi indicado para o Conselho Administrativo.

Davies é um entusiasmado torcedor do Southampton Football Club, tanto que chegou a tentar comprar o clube em 1996. Ele e sua mulher moram com os filhos Rose e Ben em Wandsworth, no sul de Londres, e têm uma segunda casa em Devon, um condado ao sudoeste da capital britânica.

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