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Atualizado às: 21 de janeiro, 2004 - 06h47 GMT (04h47 Brasília)
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Discurso inicia campanha de Bush pela reeleição

Bush no discurso do Estado da União
Bush abriu a disputa por mais quatro anos no comando dos EUA

Depois de todo foco dado ao início do processo de escolha do candidato democrata à Casa Branca, o presidente George W. Bush também lançou nesta terça-feira sua campanha presidencial com um discurso do Estado da União focado nos temas que mais preocupam o eleitor americano.

"Esta é a última chance que o presidente Bush vai ter para falar tão longamente à nação até a convenção republicana em outubro e ele apresentou sua plataforma concentrada nos dois aspectos que mais preocupam o eleitor: segurança e economia", disse o vice-diretor do Instituto de Estudos Estratégicos Internacionais de Washington, Marco Vizencino.

"Bush apresentou o que considera serem seus sucessos na área econômica e de segurança nacional e na última parte do discurso buscou agradar suas base mais conservadora (com referências à santidade do casamento e à abstinência sexual dos jovens)”, opina o professor assistente da Universidade das Américas, Peter Howard.

Para o professor de ciências políticas da Universidade de São Francisco, Stephen Zunes, Bush abriu seu ano eleitoral com um discurso acusando "quem discorda de sua políticas de segurança de ingenuidade em relação à ameaça do terrorismo”.

Reforço

Peter Howard nota que não acredita, no entanto, que este discurso terá grande impacto sobre a decisão dos eleitores.

"Acho que estas declarações só vão reforçar o que as pessoas já estão pensando: quem apóia Bush vai encontrar no discurso exemplos do brilhantismo de suas políticas e quem não o apoia vai buscar todas as falhas e buracos que ele tiver", avalia.

Marco Vizencino concorda que os impactos eleitorais deste discurso vão depender muito agora do que os democratas vão fazer com ele.

Para o especialista um bom exemplo é a forte defesa feita pelo presidente de seus cortes de impostos – os quais a oposição critica – e o apelo para que o Congresso os renove.

"Tudo vai depender de como os democratas vão contestar o que o presidente disse. Bush apresentou seu caso agora da melhor maneira possível", diz.

Eleição

Vizencino acredita que o desenrolar até outubro de dois aspectos em especial do discurso de Bush podem ter impactos diretos nas eleições: a estabilidade no Iraque e a criação de empregos na economia americana.

"Não vai adiantar que as estatísticas mostrem uma evolução na economia se as pessoas não virem empregos sendo criados no seu dia a dia", disse.

"E se a situação no Iraque também não estiver muito mais estável até outubro, isso pode criar problemas para a campanha de reeleição de Bush", completou.

Líbia

Mas Vizencino aponta para um sucesso da política americana que Bush destacou no discurso: o anúncio de que a Líbia desistiu de seus programas armamentistas e aceitou inspeções internacionais no país.

Bush sugeriu no discurso que as demonstrações de poderio militar americano nos últimos tempos – com as invasões do Iraque e do Afeganistão – aumentaram a eficiência das negociações diplomáticas do país.

"Esta é uma grande questão. Países como o Irã e reservadamente a Síria estão concordando em negociar agora e não sei se eles estariam fazendo isso se os Estados Unidos não tivessem dado uma demonstração de força", disse.

Já Stephen Zunen discorda da afirmação de que a guerra tenha melhorado a diplomacia americana.

"Talvez as negociações tenham sido facilitadas em alguns pontos do Oriente Médio, mas todas estas ações criaram problemas diplomáticos sérios em outras partes do mundo", avalia.

Agressividade

Peter Howard não acredita que os Estados Unidos tenham a intenção de entrar em um combate de grande proporções com outro país nos futuro próximo.

"Acho que o discurso deixou claro que a liderança americana vai ser muito agressiva, mas acredito que vai ser focada mais em uma diplomacia agressiva", diz o professor da Universidade das Américas.

Marco Vizencini concorda: "O país não tem os meios materiais e a população não tem a disposição de ir a outra guerra."


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