|
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Iraquianos protestam por eleições diretas
Dezenas de milhares de muçulmanos xiitas do Iraque fizeram uma manifestação contra a proposta americana de transferência de poder no país. A manifestação seguiu um protesto pacífico em Basra, no sul do Iraque, pedindo por eleições diretas para um governo de transição. O administrador americano para o Iraque, Paul Bremer, pedirá apoio da ONU para o seu plano de uma autoridade interina escolhida. Uma oposição constante da maioria xiita poderia causar sérios problemas para os Estados Unidos, dizem correspondentes. Marginalizados Nos protestos de segunda-feira, milhares de iraquianos tomaram as ruas da capital, exigindo eleições diretas. A correspondente da BBC em Bagdá Caroline Hawley disse que os xiitas, que foram por décadas reprimidos por Saddam Husseim, temem ser marginalizados novamente com o plano americano. O plano permite que os americanos criem órgãos regionais para selecionar um parlamento transitório. Exigências Os protestos fortalecem o mais alto clérigo xiita, o aiatolá Ali al-Sistani, cujo apoio é visto como chave para legitimizar um governo iraquiano. Um de seus representantes, Hashem al-Awad, deu um aviso às autoridades da coalizão ao falar à multidão de Bagdá. “Os filhos do povo iraquiano exigem um sistema político baseado em eleições diretas e uma constituição que garanta justiça e igualdade para todos”, ele disse, segundo a agência de notícias Associated Press. “Qualquer outra coisa fará com que as pessoas assumam um discurso próprio.” Mais críticas A correspondente da BBC disse que essa é uma exigência difícil para os americanos ignorarem, já que eles prometeram introduzir democracia. As manifestações xiitas colocam mais pressão nos encontros de segunda-feira entre Bremer, membros do conselho iraquiano interino e o secretário-geral da ONU, Kofi Annan. Diplomatas dizem que Bremer vai pedir que Annan diga aos xiitas que eleições não são possíveis antes do prazo para a devolução de poder aos iraquianos, em 1º de Julho. Annan disse que a ONU estaria disposta a voltar ao Iraque, mas apenas se tiver um papel condizente com os riscos enfrentados pelos seus empregados. Ele retirou todos os funcionários da ONU do país após um ataque suicida aos escritórios de Bagdá em agosto que matou 23 pessoas, incluindo o enviado especial ao Iraque, o brasileiro Sérgio Vieira de Mello. Oponentes continuam a realizar ataques mortais em alvos da coalizão que governa o Iraque. Pelo menos 24 pessoas morreram e mais de 100 ficara feridas no domingo, quando um carro-bomba pilotado por um suicida atacou uma multidão na frente do quartel-general da coalizão em Bagdá. A maioria dos mortos era de iraquianos procurando emprego junto às forças americanas. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||