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Atualizado às: 19 de janeiro, 2004 - 04h25 GMT (02h25 Brasília)
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Administrador dos EUA no Iraque se reúne com a ONU
Administrador americano no Iraque Paul Bremer
Bremer quer ajuda da ONU na transição do poder no Iraque

O administrador americano no Iraque, Paul Bremer, vai se reunir com o secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas) Kofi Annan, nesta segunda-feira em Nova York, Estados Unidos.

Na reunião será discutido o plano dos Estados Unidos para devolver ao Iraque a soberania de governo no final de junho e o possível retorno da ONU ao país. Junto com Bremer, participa da reunião o chefe do Conselho de Governo Iraquiano, Adnan Pachachi.

O governo americano quer o apoio da organização ao seu plano de devolução da soberania ao Iraque e também a volta da ONU ao país.

Mas Annan afirmou que a segurança é prioridade, principalmente depois do ataque aos escritórios da ONU em Bagdá em outubro de 2003 que levou à retirada da organização do país.

Ataque

A tarefa de Bremer, de conseguir mais apoio da ONU, deve ficar mais difícil depois do ataque suicida no qual 20 pessoas morreram e 60 ficaram feridas no domingo, quando um carro-bomba explodiu do lado de fora do quartel-general americano em Bagdá.

A forte explosão ocorreu por volta das 8h (horário local, 3h horário de Brasília) perto do chamado ''Portão do Assassino'', uma entrada fortificada para um dos palácios ocupado por Saddam Hussein.

Segundo Paul Bremer, o ataque durante o horário mais movimentado na manhã tinha como objetivo matar o maior número de iraquianos inocentes.

As vítimas eram iraquianos que estavam no local, esperando para se reunirem com autoridades americanas.

Este foi o ataque mais devastador na cidade desde o dia 31 de dezembro de 2003, em que oito pessoas morreram numa explosão em um restaurante em Bagdá.

Bremer, afirmou que o ataque foi um ''insulto, outra clara indicação das intenções cínicas e assassinas dos terroristas que querem minar a democracia, o progresso e a liberdade no Iraque''.

''Eles não vão conseguir'', acrescentou Bremer em uma declaração oficial.

Dia normal

A explosão em Bagdá ocorreu em um dia normal de trabalho para os iraquianos que estavam na fila ou em busca de trabalho para entrar no complexo atingido pela explosão.

O complexo, chamado de Palácio Republicano na época de Saddam Hussein, é agora o quartel-general civil e militar da administração americana.

A explosão foi causada por uma pick-up Toyota branca que carregava 500 kg de explosivos, segundo o coronel americano Ralph Baker. A explosão foi ouvida nas margens do rio Tigre, e as duas principais pontes sobre o rio foram fechadas pela polícia por medida de segurança.

Investigação

A força da explosão foi sentida em vários pontos da cidade. Uma das testemunhas que estava dirigindo próximo ao local disse que a explosão levantou seu carro no ar.

Segundo declaração oficial das forças de coalizão, dos 18 mortos, 16 eram iraquianos, e dois eram empreiteiros que estavam prestando serviços para o Departamento de Defesa americano.

Soldados americanos estão investigando os restos deixados pela bomba, e a polícia vasculha o local com cães farejadores, segundo a correspondente da BBC Caroline Hawley.

Segundo o representante americano Mark Hertling, oficiais dos Estados Unidos acreditam "que tenha sido um ataque suicida".

A polícia iraquiana anunciou em alto-falantes que daria uma recompensa para quem desse qualquer informação sobre quem organizou o ataque.

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