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Oposição recusa oferta de eleições no Haiti
Dirigentes da oposição no Haiti rechaçaram a proposta do presidente do país, Jean-Bertrand Aristide, de convocar eleições legislativas dentro de seis meses. O líder da oposição, Paul Denís, disse que é impossível realizar eleições enquanto Aristide estiver no poder. O anúncio de Aristide foi bem recebido pelo presidente do Senado, Yvon Feuillé, do partido do governo. Para o senador, o gesto do presidente haitiano foi bem intencionado e o pleito poderia ser feito dentro do prazo, mas destacou que a oposição não deixa. Protestos Aristide prometeu a realização das eleições durante a Cúpula Extraordinária das Américas, na cidade mexicana de Monterrey. Ele disse que seria necessário realizar um diálogo com a oposição do país para estabelecer a data. Nas últimas semanas, oposicionistas que pedem a renúncia do presidente têm realizado protestos e greves no país e, na semana passada, pelo menos duas pessoas morreram em choques entre membros da oposição e simpatizantes armados de Aristide. Na segunda-feira, milhares de estudantes realizaram uma marcha nas ruas da capital, Porto Príncipe, contra o presidente. "Inaceitável" Há informações de que, nesta terça-feira, várias estações de TV e rádio haitianas que são contra o governo do país suspenderam suas operações, depois de serem atacadas por pessoas armadas. Em seu discurso na Cúpula das Américas, Aristide reconheceu que os estudantes estão realizando protestos, mas disse que a violência no país "é inaceitável". A partir desta semana, Aristide está governando o Haiti por decreto, já que o mandato da maioria dos membros do Parlamento expirou sem a realização de eleições para renovar a casa. Ele foi reeleito em eleições realizadas no ano 2000, que foram consideradas fraudulentas pela oposição. Embora os oposicionistas exijam que Aristide abandone imediatamente a Presidência, ele promete permanecer no poder até o final de seu atual mandato, em 2006. |
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