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Dois morrem em violentos choques no Haiti
Pelo menos duas pessoas morreram nesta quarta-feira em violentos confrontos na capital do Haiti entre simpatizantes do presidente Jean-Bertrand Aristide e oposicionistas que querem seu afastamento. Segundo a agência de notícias France Presse, um manifestante de oposição foi morto por tiros disparados por um grupo que defende o presidente. Mais cedo, outro simpatizante de Aristide havia sido morto. As manifestações em Porto Príncipe ocorreram às vésperas de dois dias de greve geral, nesta quinta-feira e nesta sexta-feira, convocada por grupos de oposição para pressionar o presidente a renunciar. A France Presse, citando fontes de hospitais e da imprensa, informou também que cerca de 30 manifestantes ficaram feridos nos últimos confrontos. Saques A agência Reuters, por sua vez, informou que homens armados invadiram mercados para roubar o dinheiro das caixas registradoras e as armas dos seguranças. A correspondente da BBC em Porto Príncipe Claire Marshall informou que grupos de simpatizantes armados de Aristide estão nas ruas da cidade, com a aparente missão de reprimir as manifestações da oposição. Marshall disse que esses simpatizantes foram alvos de pedras lançadas por oposicionistas, iniciando trocas de tiros. De acordo com a correspondente, o movimento para afastar Aristide está crescendo. Um morador da capital haitiana disse à BBC que os protestos, os maiores na cidade em pelo menos uma década, significam o fim do governo de Aristide. "Isso não pode voltar atrás", disse o morador. "Aristide tem que sair agora, seja à força ou pacificamente, como queremos." Condições de vida "A situação é muito ruim aqui. Agora, a população toda é contra Aristide", disse um jovem durante uma manifestação em Porto Príncipe. Claire Marshall disse que, depois de dez anos de governo de Jean-Bertrand Aristide, a população haitiana enfrenta difíceis condições de vida. Segundo ela, a expectativa de vida da população é de menos de 50 anos, e a maioria da população sobrevive com menos de um dólar por dia. Na semana passada, as comemorações no país dos 200 anos da independência da França já haviam sido ofuscadas pela violência. |
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