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Atualizado às: 13 de janeiro, 2004 - 18h44 GMT (16h44 Brasília)
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Representantes chegam a acordo sobre declaração da cúpula

O presidente dos EUA, George W. Bush (esq), na primeira sessão da cúpula de Monterrey
O presidente dos EUA, George W. Bush (esq), na primeira sessão da cúpula de Monterrey

Dos quatro parágrafos que ainda causavam polêmica na proposta da Declaração de Nuevo León, três foram fechados e apenas a proposta da Venezuela, de registrar de criação do Fundo Humanitário contra a pobreza, continua indefinida e deve ficar entre parenteses - pendente - no texto final que será assinado hoje pelos presidentes e primeiros-ministros.

A Área de Livre Comércio das Américas (Alca) acabou sendo citada na declaração final da Cúpula Extraordinária das Américas de maneira leve, registrando apenas os avanços obtidos e citando os trabalhos realizados no ano passado.

Os Estados Unidos queriam incuir também uma reafirmação da data de janeiro de 2005 para a conclusão das negociações.

Inicialmente o Brasil não queria nenhuma referência ao assunto, mas nos últimos dias já havia aceitado a versão leve que acabou prevalecendo.

Corrupção

No parágrafo referente a corrupção foi eliminado o trecho que os Estados Unidos estavam insistindo em aprovar, determinando a possibilidade de nações com altos níveis de corrupção serem impedidas de participar das reuniões da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Os países latino-americanos e caribenhos argumentaram que é muito difícil estabelecer parâmetros para níveis de corrupção e que o mecanismo, se aprovado, poderia ser usado para exercer pressões políticas indevidas.

Foi aprovado, no entanto, o parágrafo condenando de maneira mais genérica a corrupção e criando um compromisso de combatê-la - e de promover a transparência - no continente.

Remessas

Os países também aprovaram o parágrafo que pede a redução, pelo menos pela metade, do custo de remessas internacionais de dinheiro até 2008.

A medida impacta fortemente o México e países da América Central que têm grandes contingentes de emigrantes que enviam dinheiro para suas famílias no país natal.

As intituições financeiras privadas que realizam estas operações costumam cobrar taxas que chegam até a 10% do total enviado e o acordo deve buscar condições para fazer estas empresas diminuirem suas taxas.

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