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Esboço de declaração da cúpula deixa claras divergências
Os 34 países que enviaram representantes à Cúpula Extraordinária das Américas em Monterrey ainda não conseguiram chegar a um acordo sobre quatro artigos que devem ser incluídos na declaração final da reunião. Um esboço da chamada Declaração de Nuevo León, que foi obtido pela BBC Brasil, indica que um dos artigos que ainda causa polêmica é o 12º, que trata da possível formação da Alca (Área de Livre Comércio das Américas). O Brasil rejeitou todas as referências propostas pelos Estados Unidos e pelo Canadá à formação da Alca até 2005. A Venezuela, por sua vez, rejeitou integralmente o artigo. Os países também não chegaram a um consenso em artigos que tratam das transferências de dinheiro de um país a outro; da criação de um Fundo Humanitário Internacional e da punição a países corruptos. Armas O esboço de declaração apresenta 59 artigos, abordando temas relacionados ao crescimento econômico, redução de pobreza e outros. No artigo 41, a proposta de punir países cujos líderes sejam considerados culpados de práticas corruptas, defendida pelos Estados Unidos, não é aceita por nenhum dos países latino-americanos ou caribenhos. Por sua vez, a proposta venezuelana contida o artigo 51, a do Fundo Humanitário, prevê a criação de um imposto sobre armamentos - algo que não é aceito pelos Estados Unidos e pelo Canadá. Dos pontos de consenso, um se refere às dívidas dos países americanos e dos esforços para reduzí-la. "Nós apoiamos os esforços dos países devedores para trabalhar com o setor privado para explorar novas maneiras de reduzir o fardo do serviço de dívida durante periodos de desaceleração econômica", diz o esboço da declaração. Na área agrícola, abordada no artigo 11, os países representados na cúpula reconhecem "que a liberalização do comércio de produtos agrícolas constitui, entre outros, um elemento essencial para o desenvolvimento da agricultura no hemisfério. Para tanto, nós reafirmamos nosso compromisso em negociações comerciais para promover, de forma efetiva, acesso aos mercados". Abertura A Cúpula Extraordinária das Américas foi aberta oficialmente nesta segunda-feira com discursos dos presidentes do Chile, Ricardo Lagos, dos Estados Unidos, George W. Bush, do México, Vicente Fox, e do primeiro-ministro do Canadá, Paul Martin. O primeiro discurso foi de Lagos, que fez questão de lembrar aos presentes os ideiais de unidade da América Latina, defendidos por Simon Bolívar. "Temos que trabalhar juntos e conseguir a união hemisférica, para o desenvolvimento de todos os países", disse ele. George W. Bush centrou seu discurso em questões comerciais e citou a formação da Alca como uma meta importante a ser alcançada. "Os Estados Unidos continuam profundamente comprometidos com a liberalização comercial no hemisfério e apoiamos a formação da Alca." Outro a discursar na abertura oficial do encontro foi o diretor-gerente do FMI, Horst Köhler, que fez uma análise da situação econômica dos países latinoamericasos. "O alto nível de endividamento público dos países em desenvolvimento ainda pode ser um sério risco a estabilidade e ao desenvolvimento", disse. *Colaborou Rafael Gomez, de Miami |
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