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EUA acusam polícia do Haiti de reprimir oposição
O governo dos Estados Unidos condenou nesta sexta-feira o governo do Haiti por, supostamente, permitir que a polícia reprimisse com violência manifestantes de oposição. Na quarta-feira, pelo menos duas pessoas morreram e dezenas ficaram feridas em choques entre manifestantes que pediam a renúncia do presidente Jean-Bertrand Aristide e simpatizantes do líder. Uma nota divulgada pelo Departamento de Estado americano diz que alguns membros das forças policiais usaram a força contra oposicionistas. "Embora seja claro que algums membros da polícia agiram com diligência para proteger os manifestantes, também é claro que alguns oficiais da polícia colaboraram com gangues contratadas (pelo governo), fortemente armadas, em ataques contra os manifestantes", disse Boucher. Reformas "Durante o dia, essas mesmas gangues apoiadas pelo governo avançaram pelas ruas da capital roubando carros, atacando estações de rádio, vandalizando estabelecimentos comerciais e assediando pessoas." Na nota, o Departamento de Estado também diz que "o governo do Haiti deve abandonar imediatamente seus esforços para suprimir divergências pacíficas, precisa punir aqueles que cometem atos violentos de repressão e realizar as reformas fundamentais necessárias para restaurar o estado de direito no Haiti". O movimento de oposição que pede a renúncia do presidente Aristide aparenta estar ganhando força nas últimas semanas. A oposição exige que Jean-Bertrand Aristide deixe o poder imediatamente. Ela não aceita o resultado da eleição presidencial de 2000, em que Aristide foi reeleito, alegando que o pleito foi fraudulento. O presidente, que também é acusado de corrupção e de incompetência, insiste que irá permanecer no poder até o final de seu mandato, em 2006. Greve Nesta sexta-feira, muitos bancos e estabelecimentos comerciais fecharam as portas na capital haitiana, Porto Príncipe, no segundo e último dia de uma greve geral convocada por grupos de oposição. De acordo com a agência de notícias Associated Press, poucas pessoas apareceram nos mercados a céu aberto da capital, embora os vendedores estivessem trabalhando normalmente. "Minha única fé é em Deus. Eu não sei o que está acontecendo, mas eu sei que eu sou pobre, meus filhos estão com fome e eu não posso ganhar a vida se não há paz", disse à Associated Press Margarethe Pierre, que vende rádios e relógios na rua. Um dos organizadores da greve, o médico Jean Henold Buteau, disse à agência Reuters que todos os 20 médicos em sua clínica estavam com os braços cruzados. "A greve não é 100% (bem-sucedida) porque pequenos comerciantes não podem fazer greve", disse. Ele salientou, porém, que considerou a paralisação um sucesso. A tensão política deve continuar alta na semana que vem, quando chegam ao fim os mandatos da maior parte dos parlamentares haitianos. Para o domingo está marcada uma nova manifestação contra o presidente. |
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