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Atualizado às: 23 de dezembro, 2003 - 21h32 GMT (19h32 Brasília)
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Annan condena ataque que matou oito palestinos
Mulheres fogem de ataque em Rafah
Rafah é alvo freqüente de incursões do Exército de Israel

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, censurou a operação militar que deixou pelo menos oito palestinos mortos nesta terça-feira, no campo de refugiados de Rafah, no sul da Faixa de Gaza.

O mais alto representante da ONU fez um apelo ao governo de Israel para "evitar ações violentas como essa e voltar a negociações pacíficas".

Testemunhas afirmaram ter visto 40 tanques e carros armados de Israel invadir o campo. Mais de 20 palestinos ficaram feridos na operação.

O governo de Israel afirma que a operação teve como objetivo destruir túneis que, segundo eles, seriam usados para contrabandear explosivos do Egito para Israel. Várias casas foram demolidas.

Horas mais cedo, dois militares de Israel morreram em uma emboscada na região central de Gaza, marcando esta terça-feira como um dos dias mais sangrentos dos últimos meses na região.

Visita

A onda de violência aconteceu horas antes da primeira visita em dois anos do ministro do Exterior egípcio, Ahmed Maher, que pretendia retomar o quase esquecido processo de paz entre Israel e os palestinos.

No entanto, os esforços de Maher foram ofuscados pelo ataque que ele sofreu na mesquita al-Aqsa, em Jerusalém, em um incidente que ressaltou a dificuldade da missão a que ele se propõe.

A polícia de Israel deteve sete palestinos supostamente envolvidos na agressão.

Israel vem atacando Rafah esporadicamente, sempre no intuito de dificultar as operações de contrabando de armas realizadas pela rede de túneis sob a fronteira de Gaza com o Egito.

Entre os mortos no último ataque ao campo estaria um homem de 50 anos que integrava a ala armada do grupo militante Jihad Islâmica.

Vingança

Um militar israelense que preferiu não se identificar disse à agência de notícias Reuters que os soldados abriram fogo contra palestinos que tentavam plantar ou detonar um artefato explosivo.

Testemunhas afirmaram que os homens armados atacaram os soldados assim que eles invadiram o campo.

Médicos de Gaza afirmaram que há civis entre os mortos.

O grupo militante Brigada dos Mártires de Al-Aqsa prometeu se vingar de Israel.

"Sangue por sangue e assassinatos por assassinatos", gritavam milhares de palestinos durante o enterro dos mortos no ataque.

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