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Israel prende suspeitos de atacar ministro egípcio
A polícia israelense anunciou ter prendido vários palestinos acusados de ter agredido nesta segunda-feira o ministro do Exterior do Egito, Ahmed Maher, quando ele visitava Jerusalém. Segundo testemunhas, Maher estava em uma mesquita quando um grupo de palestinos começou a jogar sapatos nele, chamando-o de "traidor". Antes de visitar a mesquita de Al-Aqsa - considerada o terceiro lugar mais sagrado do mundo para os muçulmanos - o chanceler egípcio havia tido um encontro com o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon. Maher foi levado em seguida para um hospital, queixando-se de dificuldades respiratórias, mas já foi liberado. Tumulto A visita do chanceler egípcio a Jerusalém teve o objetivo de dar impulso ao processo de paz entre israelenses e palestinos. O Egito vêm pressionando grupos militantes islâmicos que atuam na região, como o Hamas e a Jihad Islâmica, para que declarem uma trégua. Segundo o correspondente da BBC no Cairo Paul Wood, algumas pessoas que estavam presentes na mesquita quando o ministro foi agredido disseram que "quem quer que aperte a mão com o inimigo não é bem-vindo aqui". Imagens divulgadas pela televisão mostraram um grande tumulto no momento do incidente. Wood acredita que o ocorrido é um sinal da tensão entre os palestinos no tocante à proposta de que as organizações militantes adotem um cessar-fogo. O ataque contra o chanceler egípicio foi condenado por representantes da autoridade palestina. O primeiro-ministro, Ahmed Korei, disse que o incidente "foi muito lamentável, mas não representa (o que pensa) o povo palestino". "Aqueles que levaram a cabo esse ato imprudente não sabem reconhecer o que o Egito está fazendo pela Palestina e pela causa palestina", completou. Egito Autoridades isralenses e egípcias também criticaram o incidente. Em uma declaração divulgada pela TV estatal egípcia, o presidente do Egito, Hosni Mubarak, disse lamentar profundamente "a tentativa de um pequeno grupo de palestinos irresponsáveis de agredir o ministro do Exterior, Ahmed Maher". O Egito foi, em 1979, o primeiro país árabe a assinar um tratado de paz com Israel. O país decidiu retirar de Israel seu embaixador pouco depois do início da revolta palestina de setembro de 2000, acusando os israelenses de reprimir os palestinos com força excessiva. Desde então, o Egito não determinou o retorno de um embaixador. Apesar disso, nos últimos anos, o país tem tentado concencer israelenses e palestinos a firmar um cessar-fogo. |
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