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Atualizado às: 04 de dezembro, 2003 - 22h07 GMT (20h07 Brasília)
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Egito pressiona grupos palestinos por cessar-fogo
Militante do Hamas
Hamas já descartou propostas prévias de cessar-fogo

Autoridades egípcias pediram que os grupos militantes palestinos reunidos no Cairo não deixem o país antes de chegar a um acordo de cessar-fogo com Israel.

O mediador egípcio disse que o encontro tem o objetivo de chegar a uma proposta que Israel não tenha como recusar.

O primeiro-ministro palestino, Ahmed Qurei, disse que deve se juntar às negociações durante o fim de semana.

As 12 facções palestinas em luta armada contra Israel estão reunidas sob a presidência do ministro das Relações Exteriores do Egito, Ahmed Maher.

Ataques

Mesmo com o começo das conversas, Israel continuou com os planos de construir novas casas nos assentamentos judaicos na Cisjordânia. Mas os palestinos disseram que esse ato ameaçava minar as conversas de cessar-fogo no Cairo.

"Nós desejamos que o governo israelense pare com os atos unilaterais de expansão dos assentamentos, principalmente em um momento em que estamos envolvidos em sérios debates no Cairo e estamos preparando um encontro entre os dois primeiros-ministros (de Israel e da Palestina)", disse o ministro palestino Saeb Erekat.

Representantes das 12 facções palestinas consideram duas possibilidades: uma poria fim aos ataques dentro de Israel, mas não a alvos israelenses na Cisjordânia ou na Faixa de Gaza. A outra, um cessar-fogo mais abrangente, seria condicional às concessões feitas por Israel.

O vice-ministro da Defesa de Israel disse que o país pode diminuir operações militares na Cisjordânia e na Faixa de Gaza se o cessar-fogo for fechado.

Mas Zalman Shoval, assessor do primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, disse que qualquer cessar-fogo deverá ser seguido pelo desarmamento dos grupos militantes.

"Israel considera um cessar-fogo muito bem-vindo, mas isso deve ser apenas um primeiro passo", disse ele.

O chefe do braço político do Hamas, Khaled Meshaal, disse que o último cessar-fogo temporário falhou por causa do que chamou de "crimes de Israel". Por isso, Meshall disse que não tem interesse em instaurar uma nova trégua.

Em junho, depois de enorme pressão dos Estados Unidos e da liderança palestina, o Hamas e a Jihad Islâmica concordaram em depor suas armas, mas a trégua foi suspensa sete semanas depois.

Plano alternativo

A negociação ocorre em meio à investida dos autores de um plano de paz alternativo para o Oriente Médio em busca pelo apoio dos Estados Unidos.

Dois ex-ministros - um israelense e um palestino - devem se encontrar com o secretário de Estado americano, Colin Powell, nesta sexta-feira.

Porém, Israel já rejeitou esse plano, e os líderes palestinos deram um apoio apenas "morno" a ele.

Segundo um representante da Casa Branca, o encontro com Powell "faz parte do engajamento e dos esforços feitos pelos Estados Unidos para alcançar a paz no Oriente Médio".

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