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Atualizado às: 03 de dezembro, 2003 - 07h01 GMT (05h01 Brasília)
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Powell encontrará autores de Acordo de Genebra
Palestinos mostram identidade na fronteira para soldados israelenses
Acordo de Genebra lida de forma direta com conflito entre Israel e palestinos

O secretário de Estado americano Colin Powell rejeitou as críticas israelenses sobre seu possível encontro com os autores do Acordo de Genebra, o plano alternativo de paz para o Oriente Médio assinado na segunda-feira.

“Sou o secretário de Estado dos Estados Unidos. Tenho a obrigação de ouvir indivíduos que tenham idéias interessantes”, disse Powell, que reiterou seu apoio a Israel.

Ele estava respondendo a uma rara crítica do vice primeiro-ministro israelense, Ehd Olmert, que classificou o encontro como um “erro”.

O governo de Israel rejeitou o Acordo de Genebra e que foi lançado na segunda-feira.

Autonomia

A Autoridade Palestina ainda não o vetou, apesar de manifestações em campos de refugiados atraindo milhares de pessoas que consideram a proposta uma traição.

O plano de paz alternativo foi lançado por figuras políticas de Israel e da Palestina e pede o reconhecimento do Estado palestino e o desmonte da maioria dos assentamentos judaicos.

O Acordo de Genebra dá, porém, autonomia ao governo israelense de decidir quantos refugiados palestinos podem retornar a Israel.

O líder palestino Yasser Arafat teria recebido positivamente a iniciativa, mas o governo de Israel denunciou a proposta como subversiva e um ato esporádico de diplomacia.

Violência

Colin Powell deve encontrar, na sexta-feira, os dois principais autores, o antigo ministro da Justiça israelense, Yossi Beiline, e o ex- ministro da Informação palestino, Yasser Abed Rabbo.

A proposta de acordo é endossada pela Comunidade Européia e tem apoio verbal do secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan.

Enquanto isso, a violência continua na região. Na terça-feira, tropas israelenses mataram dois palestinos na Cisjordânia, incluindo um adolescente.

No dia anterior, o Exército de Israel havia prendido pelo menos 30 e assassinado quatro palestinos, entre eles, um garoto de nove anos, na cidade de Ramallah.

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