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Atualizado às: 08 de dezembro, 2003 - 20h12 GMT (18h12 Brasília)
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Palestinos querem Brasil em discussão de plano de paz

Antonio Milena/Agência Brasil
Nabil Shaath substituiu o premiê Ahmed Korei no encontro com Lula

O ministro das Relações Exteriores da Autoridade Palestina, Nabil Shaath, convidou o Brasil para fazer parte da força-tarefa que discute o plano de paz para o Oriente Médio defendido pelos Estados Unidos.

Atualmente Estados Unidos, Rússia, União Européia e ONU interferem diretamente nas discussões sobre o plano de paz.

Além desse quarteto, existe um pequeno grupo de países, incluindo o Egito, que também colaboram para os esforços de paz. Na proposta de Nabil Shaath, o Brasil poderia fazer parte deste grupo.

Segundo o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, o governo brasileiro aceitou o convite.

Ainda de acordo com Amorim, agora devem ser iniciadas negociações para garantir a inclusão do Brasil no grupo, que deve ser aprovada por consenso.

Oslo e Brasília

Shaath elogiou a posição do Brasil e disse que o país pode ter um papel importante no processo.

Ele usou a Noruega como exemplo para mostrar que mesmo um país pequeno pode ajudar no processo, referindo-se aos acordos de Oslo de 1994.

"Dei o exemplo da Noruega ao presidente Lula, que é um país pequeno (...),

mas quando sua liderança se comprometeu a trabalhar pelo processo de paz, no

que parecia uma situação quase impossível, ele produziu o mais importante acordo individualmente que já foi assinado entre os palestinos e israelenses. Eu acredito que essa visão e coragem existem no presidente Lula."

Questionado se Brasília poderia se tornar a nova Oslo, o ministro palestino sorriu e disse "Eu rezo por isso".

"O mundo não é feito apenas de relações de força, mas também de liderança.

Quando um país com os recursos do Brasil tem uma liderança que toma ações que demandam visão e coragem isso ajuda tremendamente o processo", afirmou o ministro palestino.

Substituto

Shaath viajou oito horas de carro para poder chegar ao Cairo e se encontrar

com o presidente Lula.

Ele substituiu o primeiro-ministro da Autoridade Palestina, Ahmed Korei, que teve que voltar à Cisjordânia depois que as conversações por um cessar-fogo que estavam ocorrendo no Cairo falharam neste fim de semana.

Além do convite para participar do plano de paz, os palestinos sugeriram que o Brasil tenha uma espécie de embaixada em Ramallah, onde fica o quartel-general do presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat – hoje há cerca de 20 países com essa representação.

A Autoridade Palestina também apresentou seu apoio ao Brasil na campanha por uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU.

Celso Amorim afirmou que ele deve discutir os temas do encontro quando se encontrar com o ministro das Relações Exteriores de Israel, Silvan Shalon, no começo do ano que vem.

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