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Atualizado às: 21 de dezembro, 2003 - 21h47 GMT (19h47 Brasília)
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EUA anunciam prisão de 'centenas' de iraquianos
Saddam Hussein quando capturado
Saddam não estaria cooperando, segundo os americanos

O general Richard Myers, um dos militares mais graduados dos Estados Unidos, afirmou que "centenas de iraquianos" foram presos depois da captura do ex-presidente Saddam Hussein, na semana passada.

Myers, o chefe do Estado-Maior americano, afirmou em entrevista a um canal de TV americano, que entre os detidos estariam líderes da resistência às forças da chamada coalizão, liderada pelos Estados Unidos.

O general acrescentou que os militares americanos agora compreendem melhor a estrutura da resistência iraquiana.

Mas a prisão de Saddam não diminuiu a violência no país. Milhões de litros de combustível foram destruídos em ataques contra depósitos e tanques de petróleo em Bagdá e ao norte da cidade.

Mala

Militares americanos afirmam também que uma mala repleta de documentos, encontrada no esconderijo de Saddam Hussein, rendeu informações úteis à coalizão.

No entanto, o chefe do Estado Maior dos Estados Unidos ressaltou que Saddam Hussein não estaria cooperando com os investigadores apesar de o ex-presidente iraquiano estar nas mãos dos "melhores interrogadores", disse Myers.

"A captura de Saddam Hussein e a inteligência levantada a partir disso foram um grande passo no processo inevitável rumo à democracia no Iraque", afirmou o militar.

Os comentários respaldam as informações das tropas americanas no Iraque, que vêm afirmando que a prisão de Saddam deu às forças de ocupação uma nova perspectiva sobre a organização da resistência iraquiana.

'Nova perspectiva'

Os americanos também teriam redobrado os seus esforços na captura de oficiais de média patente expulsos do Iraque depois da captura de Saddam.

Testemunhas confirmaram neste domingo que soldados dos Estados Unidos realizaram, pelo segundo dia consecutivo, buscas em casas da cidade de Rawah, próxima à fronteira da Síria, segundo a agência de notícias Reuters.

Um oficial americano afirmou que a operação deteve cerca de 30 pessoas, além de apreender fuzis e lança-granadas.

Outras prisões teriam sido realizadas na cidade de Falluja, a oeste de Bagdá, enquanto na cidade de Samarra, 111 pessoas teriam sido detidas, de acordo com informações de militares dos Estados Unidos.

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