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Brasil espera que captura 'acelere transição' no Iraque
O Brasil demonstrou esperança de que a captura de Saddam Hussein vai fazer com que os iraquianos assumam mais rápido o controle do país. Ressaltando o papel das ONU, neste processo, a nota oficial do Itamaraty diz que: “ O Brasil considera que a captura de Saddam Hussein representa um ponto de inflexão na situação iraquiana e conta que contribuirá para acelerar o processo de transição ao auto-governo pelo povo iraquiano.” “O Brasil reitera seu ponto de vista de que as Nações Unidas devem desempenhar um papel central nesse processo.” Reações O presidente da França, Jacques Chirac, que havia se pronunciado publicamente contra a guerra no Iraque, disse que estava “encantado” com a prisão de Saddam Hussein. Em nota divulgada por meio de seu porta-voz, Chirac afirmou que o evento iria “contribuir fortemente para a democratização e estabilização do Iraque”. A repercussão da captura de Saddam Hussein na comunidade internacional foi ampla. Líderes de diversos países comentaram a prisão do ex-líder iraquiano. ‘Obstáculo à paz’ Em uma mensagem para o presidente George W. Bush, o chanceler alemão Gerhard Schroeder, também contrário à guerra, parabenizou o sucesso da operação e disse esperar que a captura ajude nos esforços da comunidade internacional para a reconstrução do Iraque. O ministro britânico Tony Blair disse que “o medo foi removido”. “Essa é uma ótima notícia para o povo do Iraque: ela remove a sombra que tem estado sobre eles por muito tempo do pesadelo do retorno do regime de Saddam”, afirmou Blair. “Chegou o momento para que Saddam pague por seus crimes”, declarou o líder espanhol Jose Maria Aznar. “Felizmente, hoje o principal obstáculo à paz, à liberdade e à democracia no Iraque desapareceu”, disse. Mas o secretário-chefe do governo japonês, Yasuo Fukuda, afirmou que era “muito otimismo achar que as atividades dos partidários de Saddam e de terroristas estrangeiros parem por causa da prisão dele”. Oriente Médio No mundo árabe, a notícia do ex-presidente iraquiano gerou diferentes reações. O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, parabenizou pessoalmente Bush e disse que este era “um grande dia para a democracia mundial”. O secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa, referiu-se à prisão de Saddam como um “grande evento”. Em Washington, o embaixador da Arábia Saudita, o príncipe Bandar bin Sultan, afirmou que “a captura de Saddam vai pôr um fim ao infame capítulo da história do Iraque e da região”. Já entre alguns palestinos, que vêem Saddam como um herói por sua atitude em relação a Israel e aos Estados Unidos, a notícia foi recebida com incredulidade e tristeza, segundo a agência de notícias Reuters. “É um dia negro na história”, disse Sadiq Husam, de 33 anos, um motorista de táxi em Ramala, na Cisjordânia. Não houve declarações do presidente palestino Yasser Arafat. |
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