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Atualizado às: 19 de dezembro, 2003 - 04h20 GMT (02h20 Brasília)
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EUA iniciarão grande substituição de tropas no Iraque
Soldado americano em Bagdá
EUA têm 123 mil soldados no Iraque

O Pentágono anunciou nesta quinta-feira que está enviando em janeiro 2 mil soldados adicionais ao Iraque e pedindo que outros 3,5 mil fiquem mais tempo do que o previsto no país.

As medidas marcarão o início de um período em que as autoridades americanas pretendem substituir todos os seus 123 mil soldados que estão no Iraque por outros, vindos dos Estados Unidos.

Os 2 mil soldados adicionais teriam o objetivo de manter o poder de fogo das forças americanas durante esse período de transição. Essas tropas devem permanecer no Iraque por cerca de quatro meses.

Já os 3,5 mil soldados que estão sendo solicitados a permanecer no Iraque pertencem à 82ª Divisão Aérea e deveriam estar voltando para os Estados Unidos em fevereiro.

Kay

De acordo com o correspondente da BBC no Pentágono Nick Childs, oficiais americanos estão descrevendo as mudanças como pequenos ajustes em seus planos.

No entanto, Childs acreditam que elas são, na verdade, um reflexo da situação de segurança no país.

O correspondente da BBC também acredita que a decisão do Pentágono não deve ser bem recebida nem pelos soldados nem pelas suas famílias.

Também nesta quinta-feira, surgiram informações de que o homem encarregado de buscar armas de destruição em massa no Iraque estaria pensando em deixar o cargo.

David Kay foi nomeado pela CIA (Central de Inteligência Americana) em junho para liderar o chamado Grupo de Pesquisa no Iraque, cuja função é encontrar os supostos depósitos de armas proibidas.

Acredita-se que Kay esteja sob pressão de sua família para deixar o cargo, por causa da preocupação com as condições de segurança no Iraque.

Ele também estaria frustrado com a falta de sucesso na busca das armas e com o remanejamento de alguns de 1,4 mil funcionários, que receberam a missão de enfrentar rebeldes iraquianos.

A possível existência de armas de destruição em massa no Iraque foi a principal justificativa dos Estados Unidos para realizar a ofensiva militar contra o país, neste ano.

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