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Atualizado às: 25 de novembro, 2003 - 09h37 GMT (07h37 Brasília)
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Paramilitares colombianos começam a entregar armas

Paramilitares da Colômbia
Paramilitares entregarão armas em Medellín

É um feito histórico para o país. Tudo está pronto para a desarticulação de 800 paramilitares no noroeste da Colômbia.

O grupo faz parte do Bloco "Cacique Nutibara" e está integrado ao grupo paramilitar Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), lideradas por Carlos Castaño e Salvatore Mancuso.

Segundo o alto comissário para Paz da Presidência da Colômbia, Luis Carlos Restrepo, a desmobilização está prevista para as 7h (10h em Brasília), quando o grupo de paramilitares vai chegar a Medellín e entregar suas armas, para logo depois serem transportados para o município de La Ceja, nos arredores da cidade.

Eles ficarão ali durante três semanas em programas de reabilitação e reincorporação à vida civil mediante apoio psicológico e capacitação e logo voltarão a suas casas com suas famílias.

"Dessa maneira damos un passo adiante, importante, neste processo de desmobilização das Autodefenas, e esperamos, claro, que isso nos abra o caminho para futuras desmobilizações de frentes e blocos das Autodefesas em todo o território nacional", concluiu Restrepo.

Com essa primera desmobilização, as AUC começam a cumprir um dos pontos acertados entre o governo colombiano no chamado Acordo de Santa Fé de Ralito.

Segundo o acordo, as AUC se comprometeram a iniciar sua desmobilização antes do final deste ano e complentá-la antes do fim de 2005. Estima-se que o grupo paramilitar tenha um efetivo de cerca de 13 mil pessoas.

O acordo, assinado no dia 15 de julho deste ano, foi o resultado da "fase exploratória" entre as duas partes e que se iniciou em dezembro de 2002.

O processo de negociação com os grupos paramilitares tem dois aspectos que ainda não geraram resultado: o pedido de extradição feito pelos Estados Unidos, por alegação de envolvimento no narcotráfico, dos líderes das AUC, e o projeto de lei "alternativida penal" que o governo colombiano apresentou ao Congresso há alguns meses.

Carlos Castaño, líder das AUC, pediu salvoconduto para as negociações e a suspensão das ordens de extradição enquanto os acordos estão sendo acertados, o que foi rejeitado pelo governo americano.

O projeto de alternativa penal, por outro lado, vem sendo criticado severamente por parte de dirigentes e organizações de defesa dos direitos humanos, ao destacar que esse é um passo em direção à impunidade dos paramilitares acusados de crimes hediondos e contra a humanidade por causa dos massacres e assassinatos cometidos.

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