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Israel desafia Bush e segue com a construção do muro
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Silvan Shalom, reafirmou nesta quarta-feira a decisão de prosseguir com a construção do muro na Cisjordânia apesar do pedido do presidente George W. Bush para suspender os trabalhos. A declaração de Shalom foi feita à Rádio Militar de Israel após o discurso de Bush, em Londres, no qual disse que “a posição americana (sobre o assunto) é conhecida”. “Nós alcançamos uma decisão clara e inequívoca de construir esse muro a fim de prevenir que extremistas nos ataquem”, disse Shalom, segundo a agência de notícias Reuters. “Estamos fazendo de tudo para levantar essa barreira para evitar infiltrações.” Processo de paz Na terça-feira, Shalom havia declarado à rede de televisão Euronews que a construção do muro de segurança poderia ser suspensa caso o processo de paz entre judeus e palestinos fosse concluído. “Esta cerca é uma cerca de segurança. Ela é reversível. Se tivermos um acordo final, ela poderá mudar”, afirmou Shalom, de acordo com a agência France Press. “Mas até lá, devemos fazer de tudo para proteger nosso povo. Isto é o que todo país teria feito.” Os ministros das Relações Exteriores da União Européia, que estavam reunidos em um encontro anual na terça-feira, fizeram um pedido oficial ao governo israelense que parasse com a expansão da barreira de segurança, já que esta violaria as leis internacionais e causariam “dificuldades humanitárias e econômicas”. Segundo os oficiais europeus, a situação humanitária dos palestinos está se deteriorando rapidamente, tornando a vida deles cada mais “intolerável”. Isso poderia alimentar o extremismo e o apoio a grupos fundamentalistas. |
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