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Campanha em Israel pede apoio a plano alternativo
Os criadores de um plano de paz alternativo para o Oriente Médio lançaram nesta quinta-feira uma campanha publicitária em Israel para tentar conquistar apoio à iniciativa conhecida como Acordo de Genebra. Anúncio em diversos jornais israelenses afirmam que o texto integral da proposta será enviado a todas as residências na próxima semana. As principais propostas incluem o estabelecimento de um governo palestino na maior parte da Cisjordânia e na Faixa de Gaza, Jerusalém como capital dos dois Estados e o fim da exigência, por parte dos palestinos, do direito de retorno para os refugiados. "Leia e julgue por si mesmo", apela a campanha aos israelenses. O governo de Israel rejeitou o plano, arquitetado por políticos israelenses de oposição e destacados oficiais palestinos, considerando-o "não construtivo". Ilusão O Acordo de Genebra foi negociado após dois anos de reuniões secretas entre lideranças palestinas e israelenses, e apoiado por ativistas de direitos humanos, intelectuais e diplomatas suíços. O documento provocou a ira imediata de ministros israelenses, quando se tornou público, no mês passado. O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, descreveu o plano como uma "ilusão". "Temos um mapa da paz, e não é prestativo fazer as pessoas acreditarem que existe algo diferente", disse Sharon. Os criadores do plano, que sempre esperaram oposição, decidiram fazer um apelo ao público israelense. A intenção é conquistar suporte antes do acordo ser oficialmente assinado, em 1º de dezembro, na Suíça. Anúncios de página inteira, impressos nas cores azul e branca da bandeira israelense, apareceram na quinta-feira em três famosos jornais diários. O texto avisava os leitores que eles irão receber uma cópia do plano pelo correio, na próxima semana. Versões em árabe e russo também vão estar disponíveis nas semanas seguintes. No entanto, autoridades israelenses baniram a campanha radiofônica, aparentemente porque eles a consideraram publicidade política, o que não é permitido em Israel. |
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