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Powell elogia plano alternativo de paz para Oriente Médio
O secretário de Estado americano, Colin Powell, elogiou a iniciativa de autoridades palestinas e políticos da oposição israelense de elaborar um plano de paz alternativo para o Oriente Médio. Em uma carta aos arquitetos do chamado Acordo de Genebra, Powell disse que os Estados Unidos permanecem comprometidos com o mais recente plano de paz para a região, mas reconhecem a importância de outros projetos para manter "uma atmosfera de esperança". A carta do secretário está sendo interpretada por alguns analistas como um recado para o governo do primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, que condenou a iniciativa, chamando-a de "subversiva". O documento foi endereçado ao ex-ministro da Justiça de Israel, Yossi Beilin, e ao ex-ministro da Informação palestino Yasser Abed Rabbo. A alternativa proposta por personalidades políticas palestinas e israelenses prevê fronteiras para um futuro Estado palestino – o que não está contemplado no plano de paz apresentado pelos Estados Unidos em março deste ano. Na proposta americana, está previsto apenas o prazo para a criação do Estado: 2005. No entanto, os responsáveis pela proposta alternativa afirmam que ela é compatível com o atual plano de paz – que está empacado dada a contínua violência entre os palestinos e israelenses. Seis mortos A carta de Powell é tornada pública uma semana depois de o vice-secretário de Defesa, Paul Wolfowitz, ter elogiado uma outra proposta de paz informal, esta redigida pelo palestino Sari Nusseibeh e pelo ex-chefe do serviço secreto israelense Ami Ayalon. A nova polêmica sobre como fazer avançar as negociações entre palestinos e israelenses ocorre em meio a um ciclo de violência, que apenas nesta sexta-feira deixou pelo menos seis mortos – desta vez apenas do lado palestino. Soldados israelenses mataram seis palestinos em incursões na Faixa de Gaza e na Cisjordânia. Por outro lado, parece ter chegado ao fim um impasse entre o presidente sa Autoridade Palestina, Yasser Arafat, e o primeiro-ministro Ahmed Korei, sobre a nomeação do ministro do Interior. Arafat e Korei acabaram concordando com a indicação de Hakam Bilawi, antigo aliado do presidente da Autoridade Palestina. Segundo a agência de notícias Associated Press, os dois líderes da administração palestina também estariam próximos de um acordo sobre a divisão do controle das forças de segurança palestinas. O fim do impasse abriria caminho para a formação de um gabinete palestino e para a eventual retomada das negociações com o alto escalão do governo israelense. |
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