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'Ameaça do terror pede resposta global', diz Bush
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, defendeu a invasão do Iraque e prometeu vencer a chamada guerra contra o terrorismo, no primeiro dia de sua história visita à Grã-Bretanha. Em discurso realizado na Banqueting House, em Londres, Bush afirmou que a guerra é, às vezes, "a única maneira de se defender valores". E prosseguiu dizendo que a violência que atualmente toma conta do Iraque não vai tirar as forças americanas do país. O presidente dos Estados Unidos também disse que "terroristas" e ditadores que usam armas de destruição em massa representam "a maior ameaça de nossos tempos". "O mal está à vista e o perigo apenas aumenta com as negações", afirmou. "Nós vamos enfrentar estes desafios com olhos abertos e vamos derrotá-los." Bush disse ainda que o perigo do terrorismo é global e que a resposta também tem que ser global. Ele também reiterou o comprometimento de seu governo com a segurança de Israel, mas pediu para que israelenses parem de formar assentamentos em áreas palestinas. Protestos No final do dia, opositores à guerra no Iraque se reuniram em frente ao Palácio de Buckingham, onde a rainha Elizabeth 2ª ofereceu um banquete ao presidente americano e convidados. A polícia prendeu 31 pessoas, a maioria delas por infrações leves. Cerca de 1, 2 mil pessoas, segundo estimativas da polícia, participaram de um protesto no centro de Londres contra a guerra no Iraque e a visita de Bush à Grã-Bretanha. Uma bandeira americana foi queimada e uma estátua improvisada do presidente americano foi derrubada durante a manifestação. Os maiores protestos, no entanto, estão programados para esta quinta-feira, quando líderes do movimento anti-guerra esperam reunir 100 mil pessoas. O protesto foi marcado para coincidir com o encontro entre Bush e o primeiro-ministro britânico, Tony Blair. Entre os temas que deverão ser discutidos no encontro, estão a administração e os problemas do Iraque pós-guerra; a situação legal de cidadãs britânicos presos no presídio americano de Guantanamo, em Cuba; e a disputa na Organização Mundial de Comércio sobre a sobretaxa que o governo americano impôs ao aço importado. 'Liberdade de expressão' Em seu discurso em Banqueting House, no entanto, Bush defendeu a guerra e as políticas americanas no Iraque, argumentando que a população agora tem o direito de se expressar livremente e que os iraquianos se alegraram com a queda de Saddam Hussein. "O ditador teve uma chance de prestar contas de seus programas de armas nucleares", lembrou Bush. "Agora, as resoluções que ele desafiou foram reforçadas." "Quem poderá dizer que o Iraque era melhor quando Saddam Hussein mandava e matava, ou que o mundo era mais seguro quando ele estava no poder?", indagou. E afirmou: "Nós defendemos os direitos humanos. Nós aceitamos que a dignidade de cada indivíduo, que é uma dádiva de Deus. Por isso, somos levados a agir contra a opressão, a fome e a doença". "Nós buscamos o avanço da liberdade e a paz que vem junto com ela", prosseguiu o presidente americano. Bush fez ainda uma homenagem aos britânicos mortos na guerra do Iraque e afirmou que a Grã-Bretanha e os Estados Unidos mantêm um relacionamento "muito forte", baseado em uma "aliança de valores". Ainda nesta quarta-feira, Bush se encontrou com famílias de britânicos mortos nos ataques de 11 de setembro de 2001. |
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