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Brasil e EUA agem para que Alca saia no prazo, diz Amorim
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que Brasil e Estados Unidos estão "agindo em conjunto para que a Alca se concretize no prazo previsto (2005)". A declaração foi feita depois de uma reunião com o representante de Comércio dos Estados Unidos, Robert Zoellick, nesta sexta-feira em Washington. "Seria prematuro falar de resultado, mas a reunião mostrou que há uma flexibilidade dos dois países em buscar um entendimento para questões sensíveis" , disse Amorim. O ministro brasileiro disse acreditar que pode haver uma declaração conjunta em Miami "que talvez não seja o resultado final de todas as questões, mas seria um passo a frente (nas negociações da Alca)". Diferenças "Uma boa descrição da atitude de ambos os lados é que queremos ver uma solução." Ele reconheceu que existem diferenças fortes nas posições adotadas pelos dois países em relação à Alca (Área de Livre Comércio das Américas), mas afirmou que "foi uma conversa muito franca, inclusive em termos de percepção, que às vezes são exageradas." "Depois de ouvir dos americanos mil vezes que subsídios à agricultura são um tema a ser tratado na OMC, nós acabamos entendendo isso." Em função da posição americana, o Brasil decidiu então adotar uma posição simétrica no que se trata de pontos sensíveis para o lado brasileiro, como investimentos, licitações públicas e direitos de propriedade intelectual, de uma maneira definida por Amorim como "plurilateral". Isso significa que o Brasil e o Mercosul querem que tais setores só sejam negociados no âmbito da Alca por países que assim o desejarem. Questionado sobre se a nova abordagem brasileira significaria que o Brasil estaria cedendo aos interesses americanos e adotando uma Alca "light", Amorim disse que não. "Não estamos cedendo nada, aliás essa história de Alca "light" foi inventada pelos jornalistas. Na verdade, a questão principal das negociações que é a de acesso aos mercados é um negócio pesado. Isto é 'heavy metal', porque nós temos que incluir o aço nas negociações", disse Amorim. Colin Powell Amorim disse que "é uma bobagem, demonizar o G-22" (referindo-se ao bloco de países em desenvolvimento se se opuseram aos países desenvolvidos nas negociações de Cancún, em setembro), porque, segundo o ministro, este grupo é uma maneira organizada de esses países negociarem suas posições. Segundo Celso Amorim, do ponto de vista do Brasil, a chave das negociações para a criação da Alca é "acesso aos mercados". Depois da reunião com Zoellick, Amorim se encontrou com o secretário de Estado Colin Powell, no que definiu de uma reunião "de cortesia". Segundo Amorim, Powell manifestou desejo de visitar o Brasil, possivelmente no início de 2004. |
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