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Atualizado às: 23 de julho, 2003 - 02h28 GMT (23h28 Brasília)
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Kirchner e Bush discutirão Alca nos EUA

O presidente da Argentina, Néstor Kirchner, embarcando para os Estados Unidos
Encontro servirá para marcar retorno da Argentina ao cenário internacional, depois da crise de 2001

Os negociadores brasileiros do Mercosul vão acompanhar com atenção o encontro que ocorrerá, nesta quarta-feira, entre o presidente da Argentina, Néstor Kirchner, e o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.

No encontro, em Washington, os dois líderes devem discutir, além do combate ao terrorismo, a formação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca).

"Vamos observar com atenção o que eles vão declarar após a reunião", afirmou um dos negociadores brasileiros.

Ao mesmo tempo, diplomatas brasileiros acreditam que o encontro é, principalmente, para que Bush e Kirchner possam se conhecer.

"Observando"

A reunião também abriria caminho para o retorno da Argentina ao cenário internacional, depois da crise que levou à queda de quatro presidentes e à moratória da dívida externa, em 2001.

"Não acreditamos que Kirchner fará com Bush algum tipo de acordo debaixo do tapete", afirmou um negociador brasileiro. "Mas estamos observando."

O presidente americano surpreendeu o governo argentino ao convidar Kirchner a visitar a Casa Branca com apenas uma semana de antecedência, dois meses antes do que era esperado, e quando sequer estava confirmado o encontro entre os dois previsto para setembro.

Do lado argentino, a expectativa é de que se aproveite a reunião com Bush para tentar conseguir apoio do governo americano ao novo acordo do país com o FMI (Fundo Monetário Internacional).

O acordo atual vence em agosto e já em setembro a Argentina deverá pagar uma parcela da sua dívida com o próprio organismo multilateral de crédito.

"Queremos um acordo, mas desde que (ele seja) sem sacrifícios para a nossa rota de crescimento", teria dito o presidente argentino, segundo assessores.

Atentado

Kirchner deverá dizer ao presidente americano que a economia argentina voltou a crescer e, segundo o ministro da Economia, Roberto Lavagna, deve atingir a meta de 5,5% de expansão este ano.

O presidente argentino pretende ainda falar da sua decisão de combater a corrupção e de abrir os arquivos da polícia sobre as investigações realizadas no atentado à AMIA (a sede da associação israelita argentina).

O atentado ocorreu há nove anos e deixou 85 mortos. O anúncio do presidente argentino mereceu elogios dos familiares das vítimas e organizações de direitos humanos.

Junto ao presidente argentino estarão sua mulher, a senadora Cristina Kirchner, e os ministros Lavagna e Rafael Bielsa, das Relações Exteriores.

A visita ocorrerá apenas cinco dias depois de uma visita do presidente argentino à Europa, em que ele se reuniu com José Maria Aznar, na Espanha, Tony Blair, na Inglaterra, e Jacques Chirac, na França.

Na mesma ocasião, ele evitou se encontrar com empresários na Espanha e na França, surpreendendo homens de negócios e o mercado em geral.

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