|
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Chefe do Judiciário desafia Kirchner na Argentina
O presidente da Suprema Corte argentina, Julio Nazareno, desafiou o governo de Néstor Kirchner a realizar um referendo para decidir se é necessário reformar a instituição. A declaração é uma resposta às críticas feitas na quarta-feira pelo presidente, que pediu ao Congresso que remova todos os juízes do tribunal. Kirchner não mencionou a possibilidade de um referendo, mas analistas acreditam que o governo está considerando esta alternativa. Na opinião de Kirchner, os atuais juízes são parciais e exercem pressão política com seus veredictos. Resposta Segundo correspondentes, Kirchner, que assumiu a Presidência há dez dias, quer a troca na Suprema Corte porque muitos dos juízes têm fortes ligações com o ex-presidente Carlos Menen. A instituição é mal vista pelos argentinos por ter apoiado os impopulares planos econômicos de Menem, nos anos 90. O presidente do tribunal afirmou que teria uma reunião com os outros juízes, nesta quinta-feira, para decidir como o grupo vai reagir. Nazareno esteve no centro dos ataques de Kirchner. Ele foi um dos juízes nomeados por Menem, quando o ex-presidente elevou o número de membros da instituição de cinco para nove. O gesto deu início a uma série de acusações de que o tribunal era favorável a Menem, que teria uma "maioria automática" entre os juízes. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||