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Atualizado às: 04 de novembro, 2003 - 01h20 GMT (23h20 Brasília)
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Israelenses se revoltam com imagem do país na Europa
Silvam Shalom, ministro do Exterior de Israel
O ministro israelense Silvam Shalom: 'dados refletem cobertura da imprensa'

Funcionários do alto escalão do governo de Israel manifestaram revolta nesta segunda-feira com uma pesquisa de opinião na União Européia (UE) na qual o país foi considerado a maior ameaça à paz mundial.

Quase 60% dos europeus disseram "sim" ao responderem à pergunta da pesquisa Eurobarômetro se Israel representa uma ameaça à paz – deixando para trás o Irã, a Coréia do Norte e os Estados Unidos, considerados perigosos por 53% dos entrevistados.

"Não estamos apenas tristes, mas revoltados. Não com os cidadãos europeus, mas com aqueles que são responsáveis pela formação da opinião pública", afirmou, em uma nota, a missão de Israel na União Européia.

O ministro israelense para Assuntos da Diáspora, Natan Sharansky, disse que os resultados mostram que está havendo uma "lavagem cerebral gritante" na UE.

Tendência

O presidente da Comissão Européia, Romano Prodi, também se disse preocupado com os resultados, dizendo que eles "apontam a tendência continuada de uma propensão que tem que ser condenada".

"Como, até certo ponto, isso pode indicar um preconceito mais profundo, mais generalizado contra o mundo judeu, o nosso repúdio é ainda mais radical", disse Prodi em uma nota.

"A União Européia, que se mostra sensível na questão dos direitos humanos, deveria fazer algo para impedir a demonização de Israel, antes que a Europa se deteriore outra vez como em partes negras do seu passado", disse Sharansky.

O ministro do Exterior israelense, Silvan Shalom, parecia menos irritado com a pesquisa.

Para ele, os resultados refletem principalmente a cobertura da imprensa, que é mais concentrada em Israel do que em países como o Irã ou a Coréia do Norte.

'Quem se importa?'

"Não há comparação entre a exposição de Israel na imprensa européia com a recebida pelo Irã ou pela Coréia do Norte. As imagens geradas aqui têm um impacto, mas não devemos ficar impressionados por isso", disse o ministro ao jornal israelense Haaretz.

Ele lembrou que uma outra pesquisa há um mês indicou que a imagem de Israel está melhorando na Europa.

"Mas quem se importa com pesquisas?", perguntou, acrescentando que resultados negativos costumam receber mais destaque do que os positivos.

"Não há necessidade de dramatizar todas as pesquisas nem de amargura."

Mais cedo, um porta-voz da UE menosprezou a importância da pesquisa. Gerassimos Thomas disse que os resultados não devem afetar a política européia de curto prazo.

"Não devemos dar ênfase excessiva aos resultados de apenas uma pesquisa", disse Thomas à agência de notícias Associated Press.

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