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Atualizado às: 27 de outubro, 2003 - 15h44 GMT (13h44 Brasília)
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Israel não vai matar Yasser Arafat, diz Sharon
O líder palestino Yasser Arafat
Arafat está cercado pelo Exército de Israel em Ramallah

O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, disse pela primeira vez publicamente que seu país não tem planos de matar o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat.

"Não vejo nenhum plano para matá-lo, apesar de ele ser responsável pela morte de centenas, de milhares de civis com sua estratégia de terror", afirmou Sharon a um grupo de parlamentares europeus que visitava Jerusalém.

"Vocês não precisam se preocupar, ele (Arafat) está vivo e muito ativo, tomando todas as medidas (...) para assassinar civis."

No início deste mês, o primeiro-ministro israelense declarou não ser uma boa idéia a expulsão de Arafat, apesar de uma decisão de seu gabinete de "removê-lo" do complexo presidencial palestino em Ramallah.

Status "permanente"

As declarações de Sharon acontecem no dia em que a imprensa divulgou relatos de que Israel concedeu status permanente a vários acampamentos judaicos na Cisjordânia.

Isso incluiria alguns acampamentos previamente desmantelados pelo Exército de acordo com o plano de paz para o Oriente Médio.

Autoridades do governo disseram à rádio Israel que a manobra permitiria aos residentes desses acampamentos pedir recursos públicos para a educação, segurança e projetos de infra-estrutura.

O Ministério da Defesa, segundo informações publicadas na imprensa israelense, deve fornecer serviços a oito acampamentos na Cisjordânia.

Um funcionário do ministério cujo nome não foi revelado disse à agência Associated Press que os acampamentos seriam cercados, receberiam luz elétrica e que suas crianças começariam a ser levadas de ônibus a escolas.

Entretanto, o porta-voz do ministério Ron Schechner afirmou ao diário Yediot Aharonot que isso não significa a legalização dos acampamentos.

O grupo pacifista israelense Paz Agora, que monitora a construção de assentamentos judaicos nos territórios palestinos, diz que, quando o último plano de paz para a região foi aprovado, em junho, havia 104 acampamentos na Cisjordânia.

Desde então, os militares retiraram sete acampamentos, enquanto cinco novos outros foram estabelecidos. Há agora então, pelos cálculos do grupo, 102 acampamentos judaicos na região.

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