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Atualizado às: 22 de outubro, 2003 - 17h31 GMT (15h31 Brasília)
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Gays palestinos fogem para Israel em busca de segurança
Homossexuais se sentem mais seguros em Israel

Muitos palestinos homossexuais estão arriscando suas vidas ao cruzar a fronteira dos territórios ocupados com Israel, onde acreditam estar mais seguros.

A estimativa é de que existam hoje cerca de 300 deles vivendo e trabalhando clandestinamente em Israel.

Esses homossexuais palestinos alegam que, apesar do risco de serem detidos e deportados, é melhor viver em Israel do que nos territórios palestinos por causa da maneira hostil como são tratados em suas cidades de origem.

O assunto foi tema do programa Outlook, transmitido pelo Serviço Mundial da BBC na segunda-feira.

Um dos entrevistados do programa foi um jovem homossexual de 22 anos, que saiu de Gaza há quatro anos e quase foi morto quando sua família descobriu sobre sua opção sexual.

"Meu irmão me viu com um namorado e veio nos bater com uma vara", contou. "Ele nos amarrou com arame, chamou meu pai e o pai do meu namorado. Depois nos bateu de novo."

O jovem disse que conseguiu fugir, com a ajuda da mãe e da irmã. Quando descobriu que seu pai estava atrás dele, fugiu para Israel.

Uma vez no país, foi colocado em prisão domiciliar por ser considerado uma ameaça à segurança.

Prisão domiciliar

Parada do orgulho gay em Jerusalém
Em Israel, homossexualismo não é crime

Shaul Gonen, membro do Agudah, um dos principais grupos ativistas gays de Israel, disse ao Outlook que, pela legislação internacional, Israel é obrigado a oferecer asilo àqueles que o procuram.

Mas, segundo Gonen, o país pode recusar pessoas que venham de áreas com as quais esteja em conflito.

Na prática, os homossexuais palestinos acabam sendo colocados em prisão domiciliar pelo medo de que sejam militantes de organizações rebeldes palestinas.

Mesmo assim muitos desses homens dizem preferir viver nessas condições em Israel – onde o homossexualismo não é considerado crime – do que em sua terra natal.

Segundo o jovem entrevistado pelo programa da BBC, aqueles que permanecem nos territórios ocupados são forçados a trabalhar para a polícia palestina.

Ele contou que foi parado por policiais em Gaza, que pediram para que ele dormisse com outro homem com o objetivo de conseguir informações.

Ao se recusar, o rapaz teria sido torturado.

Exploração

De acordo com o ativista Shaul Gonen, o serviço secreto de Israel também explora os homossexuais palestinos.

Segundo Gonen, eles são coagidos a atuar como espiões para tentar obter informações sobre outros palestinos.

"Esses rapazes também acabam tendo que trabalhar como garotos de programa para poder se sustentar", disse Gonen.

"Ninguém quer ajudá-los e todo o mundo quer explorá-los", concluiu o ativistas.

Os homossexuais palestinos afirmam que são perseguidos porque, para alguns muçulmanos, essa opção sexual é totalmente contrária aos mandamentos do Corão.

Um morador da Faixa de Gaza entrevistado pelo Outlook afirmou que os muçulmanos deveriam ajudar a eliminar "esse fenômeno mau".

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