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Novos ataques no Iraque deixam dois civis mortos
Novos ataques contra as forças americanas no Iraque, nesta quarta-feira, deixaram pelo menos dois civis mortos na cidade de Mosul. Uma delegacia teria sido atacada a tiros em Mosul, no norte do Iraque, enquanto postos americanos em Tikrit e Kirkuk também teriam ficado sob o fogo dos militantes. A polícia iraquiana afirmou que em Kirkuk os soldados responderam aos tiros. Os ataques aconteceram pouco depois de o presidente americano George W. Bush afirmar que os Estados Unidos não vão se deixar intimidar pela onda de violência contra as tropas de ocupação do Iraque. Na terça-feira, um carro-bomba na cidade de Fallujah, no centro do Iraque, deixando pelo menos seis mortos. Cinco civis e o motorista do carro teriam morrido na explosão. Crianças O veículo (um carro pequeno) explodiu, segundo a polícia, a cerca de cem metros de uma delegacia de polícia, perto de uma escola para meninos. Crianças estariam entre as vítimas, segundo relatos ainda não confirmados da agência de notícias France Presse. Fallujah era uma das principais bases de apoio do ex-presidente Saddam Hussein e tem sido palco de vários ataques contra as tropas que ocupam o Iraque. A explosão ocorreu depois de uma série de ataques a Bagdá, na segunda-feira, que mataram 35 pessoas e feriram 224. O secretário de Estado americano, Colin Powell, fez um apelo às agências humanitárias internacionais para que elas não deixem o Iraque, argumentando que o trabalho delas é necessário e sua saída seria uma vitória para os "terroristas". O Comitê Internacional da Cruz Vermelha, um dos alvos dos atentados da segunda-feira, disse estar revendo suas operações no Iraque. Um comandante do alto escalão das tropas americanas no norte do Iraque disse que somente uma pequena minoria das forças que se opõem aos Estados Unidos é formada por guerrilheiros estrangeiros. O general Raymond Odierno, comandante da 4ª Divisão de Infantaria, afirmou que 95% dos rebeldes são pessoas fiéis a Saddam Hussein apesar de ele não acreditar que o ex-líder iraquiano esteja diretamente envolvido na organização dos ataques. Estrangeiros Em Bagdá, representantes do Exército americano disseram que os atentados de segunda-feira parecem ter sido resultado da ação de forças estrangeiras. Colin Powell, por sua vez, reconheceu que a segurança é um problema, mas pediu para que as agências de ajuda humanitária trabalhassem próximo às autoridades americanas. Ecoando as palavras do presidente George W. Bush, Powell enfatizou que os Estados Unidos continuariam com seus esforços de reconstrução do Iraque. Bush já dissera que a violência dos últimos dias, em Bagdá, mostra como os responsáveis pelos ataques estão desesperados por causa do progresso rumo a um Iraque livre e estável. No entanto, um correspondente da BBC em Washington argumenta que os ataques reforçam a impressão de que a situação no Iraque está piorando e não ficando melhor. Os ataques tiveram como alvo o quartel-general do Comitê Internacional da Cruz Vermelha e quatro delegacias de polícia em vários pontos de Bagdá. A segunda-feira passada foi o dia mais sangrento na capital iraquiana desde a queda do regime de Saddam Hussein, em abril. |
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