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Série de explosões mata 34 e leva caos a Bagdá
Pelo menos 34 pessoas morreram em uma série de explosões no centro da capital iraquiana, Bagdá, nesta segunda-feira, primeiro dia do mês sagrado dos muçulmanos, o Ramadã. Um dos ataques teve como alvo o edifício usado pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha na cidade. Pelo menos dez pessoas, na maioria pessoas que passavam pelo local, morreram quando um veículo com a identificação de ambulância explodiu do lado de fora da barricada. Outras oito pessoas, supostamente policiais iraquianos, foram mortas quando outro carro-bomba explodiu junto a uma delegacia no nordeste de Bagdá. Meia hora Há notícias ainda de mortos e feridos em postos policiais em outras partes da cidade. Todas as explosões ocorreram num intervalo de meia hora, num momento em que as pessoas se dirigiam ao trabalho. Os incidentes desta segunda-feira são o pior ataque na cidade desde a derrubada de Saddam Hussein. As explosões aconteceram um dia depois que um ataque de mísseis atingiu o hotel Rashid, onde estava hospedado o subsecretário de Defesa americano, Paul Wolfowitz, que saiu ileso do ataque. Uma pessoa morreu e 17 saíram feridas do incidente. Após o ataque ao hotel Rashid, no domingo, o secretário de Estado americano, Colin Powell, reconheceu que os Estados Unidos não esperavam que as forças americanas tivessem que enfrentar constantes e intensos ataques no Iraque. 'Choque' "Nós estamos profundamente chocados... porque este é um ataque contra o Comitê Internacional da Cruz Vermelha... e isso significa que, claro, é um ataque deliberado contra nossa missão protetora e contra o nosso trabalho", disse a porta-voz da organização Antonella Notari, em sua sede, em Genebra (Suíça). Uma porta-voz em Bagdá afirmou que não entende por que a Cruz Vermelha se tornou alvo depois de duas décadas de trabalho humanitário no Iraque. "Nós achamos que temos que permanecer aqui porque nós temos um trabalho importante a fazer para os iraquianos", disse a porta-voz Nada Doumani. Várias organizações assistenciais diminuíram suas operações no Iraque depois que um ataque contra os escritórios das Nações Unidas em Bagdá, em agosto, matou 23 pessoas. Entre os mortos estava o representante da ONU no país, o brasileiro Sérgio Vieira de Mello. |
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