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Ataque ao hotel Rashid divide iraquianos
A notícia do ataque contra o hotel Rashid se espalhou rapidamente pelas ruas de Bagdá, e as pessoas estão divididas entre as que apóiam tais operações e as que condenam. Os mísseis - provavelmente atirados de um lançador múltiplo que estava em um caminhão - atingiram o lado oeste do famoso hotel, pouco depois das 6h da manhã (horário local, 2h em Brasília), neste domingo. "Estavamos dormindo e um forte barulho nos acordou", contou Hala, de Mansur, a cerca de três quilômetros do Rashid. "É um grande alvo. Não estou surpreso que tenham atacado enquanto (o secretário de Estados Americano, Paul) Wolfowitz estava aqui", disse outro morador de Mansur que não quis dar o nome. Toque de recolher Além da cobertura da mídia, a presença de Wolfowitz em Bagdá tem sido anunciada pelas idas e vindas de dois grandes helicópteros Chinook, voando em formação sobre a cidade nos últimos dias. Um terceiro morador de Mansour disse que estava errado o fato de as autoridades americanas terem levantado o toque de recolher em Bagdá por causa do Ramadan, pois isso estimularia ataques como esse. Hala, 32, disse à BBC que discordava dos ataques, alegando que são "forças de fora" e não iraquianos que estão conduzindo essas ações. Mas ela disse que a opinião pública em Bagdá se virou contra os americanos por causa da forma de agir das tropas. 'Como Saddam' "Ainda esta manhã, vi um soldado americano bater em um iraquiano no meio da rua. Há algum tempo, em Kadhimiya, vi atirarem três vezes em um homem só porque ele estava parado e olhando para os soldados. Nós fugimos e, por isso, não sei o que aconteceu com ele", contou. "Nós queremos viver em paz. Por que esse tratamento duro? Parece Saddam". Uma pequena maioria das pessoas paradas em frente ao sindicato dos engenheiros é mais simpática em relação à posição dos americanos. "Gosto e respeito qualquer pessoa que é meu parceiro na liberação de nosso país", disse Ali Abbas, morador de Diwaniya, no sul do Iraque. "Ele não disse quando chegou que tinha vindo nos ajudar a ter mais segurança e estabilidade?", disse Muhammad Anwar, de Bagdá. Desafio No entanto, há muitas pessoas que dizem que a resistência - o que quer que esteja por trás dela - é uma opção correta de atuação. "É normal para qualquer um, cujo país está ocupado, reagir e lutar", disse Athal Ibrahim, do lado de fora do prédio. "Se não fizermos isso, os americanos nunca vão sair. Se não os atacarmos, eles vão se sentir como convidados, e eles não são". Abu Sattar, outro cidadão que também estava na frente do sindicato, discorda dele, embora esteja contra a ocupação. "Queremos coisas que nos beneficiem. Isso só vai fazer os americanos ficarem mais tempo", diz Sattar. |
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