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EUA 'não mudarão seu caminho' no Iraque, diz Bush
O presidente dos EUA, George W. Bush, reagiu à onda de explosões que matou pelo menos 34 pessoas em Bagdá nesta segunda-feira, afirmando que seu país está determinado "a seguir no mesmo caminho" para garantir a criação de um Iraque livre e estável. Mais de 200 pessoas ficaram feridas nas explosões no centro da capital iraquiana, no primeiro dia do mês sagrado dos muçulmanos, o Ramadã. Um dos ataques teve como alvo o edifício usado pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha na cidade. A organização está reconsiderando se mantém ou não a sua presença no país. Pelo menos dez pessoas, na maioria pessoas que passavam pelo local, morreram quando um veículo, aparentemente uma ambulância, explodiu do lado de fora da barricada. Meia hora Outras oito pessoas, supostamente policiais iraquianos, foram mortas quando outro carro-bomba explodiu junto a uma delegacia no nordeste de Bagdá. Há notícias ainda de mortos e feridos em postos policiais em outras partes da cidade. Todas as explosões ocorreram num intervalo de meia hora, num momento em que as pessoas se dirigiam ao trabalho. Os incidentes desta segunda-feira são o pior ataque na cidade desde a derrubada de Saddam Hussein. "Quanto maior o nosso sucesso no Iraque, maior será a reação desses assassinos", declarou Bush após encontro com Paul Bremer, administrador civil interino do Iraque. "Nosso papel é encontrá-los e levá-los á justiça", acrescentou o presidente. "Essas pessoas vão matar iraquianos. Eles não se importam com quem matam, eles apenas querem matar, e nós os encontraremos." As explosões aconteceram um dia depois de um ataque com mísseis contra o hotel Rashid, onde estava hospedado o subsecretário de Defesa americano, Paul Wolfowitz. Ele saiu ileso do ataque, mas uma pessoa morreu e 17 saíram feridas do incidente. Após o ataque ao hotel Rashid, no domingo, o secretário de Estado americano, Colin Powell, reconheceu que os Estados Unidos não esperavam que as forças americanas tivessem que enfrentar constantes e intensos ataques no Iraque. ”Choque” A Cruz Vermelha lamentou os ataques desta segunda-feira em Bagdá. "Nós estamos profundamente chocados (...) porque este é um ataque contra o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (...), e isso significa que, claro, é um ataque deliberado contra nossa missão protetora e contra o nosso trabalho", disse a porta-voz da organização Antonella Notari, em sua sede, em Genebra (Suíça). Uma porta-voz em Bagdá afirmou que não entende por que a Cruz Vermelha se tornou alvo depois de duas décadas de trabalho humanitário no Iraque. "Nós achamos que temos que permanecer aqui porque nós temos um trabalho importante a fazer para os iraquianos", disse a porta-voz Nada Doumani. Várias organizações assistenciais diminuíram suas operações no Iraque depois que um ataque contra os escritórios das Nações Unidas em Bagdá, em agosto, matou 23 pessoas. Entre os mortos estava o representante da ONU no país, o brasileiro Sérgio Vieira de Mello. |
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