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Atualizado às: 28 de outubro, 2003 - 11h50 GMT (09h50 Brasília)
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Novo atentado no Iraque mata pelo menos cinco
soldado americano em frente a Cruz Vermelha, atingida em atentado em Bagdá
Cruz Vermelha trabalha no Iraque desde 1980

Um carro-bomba explodiu nesta terça-feira na cidade de Fallujah, no centro do Iraque, deixando pelo menos cinco mortos.

Um policial iraquiano teria dito que quatro civis e o motorista do carro morreram na explosão. Outros relatos dizem que foi um atentado suicida e que, além do terrorista, outras quatro pessoas morreram.

O veículo (um carro pequeno) explodiu, segundo a polícia, a cerca de cem metros de uma delegacia de polícia, perto de uma escola para meninos. Crianças estariam entre as vítimas, segundo relatos ainda não confirmados da agência de notícias France Presse.

A nova explosão ocorre depois de uma série de ataques a Bagdá, na segunda-feira, que mataram 35 pessoas e feriram 224.

Powell

O secretário de Estado americano, Colin Powell, fez um apelo às agências internacionais de ajuda humanitária para que elas não saiam do Iraque, argumentando que o trabalho delas é necessário e sua saída seria uma vitória para os terroristas.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha, um dos alvos dos atentados da segunda, afirmou estar revendo suas operações no Iraque. Delegacias de polícia também foram alvos dos atentados.

Segundo as autoridades americanas e iraquianas, foi preso um homem que supostamente estaria tentando explodir mais uma delegacia de polícia em um atentato suicida.

Estrangeiros

O homem disse à polícia que era sírio e tinha um passaporte sírio com ele, segundo o porta-voz do Exército americano, brigadeiro Mark Hertling.

Já um comandante do alto escalão das tropas americanas no norte do Iraque disse que somente uma pequena minoria das forças que se opõe aos Estados Unidos é de guerrilheiros estrangeiros.

O major-general Raymond Odierno (que comanda a quarta divisão de infantaria) afirmou que 95% dos rebeldes são pessoas fiéis a Saddam Hussein apesar de ele não acreditar que o ex-líder iraquiano esteja diretamente envolvido na organização dos ataques.

Um correspondente da BBC no Pentágono afirmou que a administração Bush vem divulgando intensamente seu temor sobre a entrada de guerrilheiros estrangeiros no Iraque.

Em Bagdá, o Exército americano disse a jornalista que os atentados de segunda-feira parece ter sido resultado da ação de tais forças estrangeiras.

Segurança

Colin Powell reconheceu que a segurança é um problema, mas pediu para que as agências de ajuda humanitária trabalhassem próximo às autoridades americanas.

Ecoando as palavras do presidente George W. Bush, Powell enfatizou que os Estados Unidos continuariam com seus esforços de reconstrução do Iraque.

Bush disse anteriormente que a violência dos últimos dias, em Bagdá, somente mostra como os responsáveis pelos ataques estão desesperados por causa do progresso registrado em direção a um Iraque livre e estável.

Mas um correspondente da BBC em Washington argumenta que os ataques reforçam a impressão de que a situação no Iraque está piorando e não ficando melhor.

Os ataques tiveram como alvo o quartel-general do Comitê Internacional da Cruz Vermelha e quatro delegacias de polícia em vários pontos de Bagdá.

A segunda-feira passada foi o dia mais sangrento na capital iraquiana desde a queda do regime de Saddam Hussein, em abril.

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