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Imprensa internacional: O papa e a guerra santa
"Contrariando todas as previsões, o papa completou um quarto de século de pontificado." Foi assim que o jornal espanhol El País comentou os 25 anos de pontificado de João Paulo Segundo. Também na Espanha, o ABC diz que João Paulo Segundo "é um papa exemplar". Na França, o diário Le Figaro homenageia o papa com o artigo "Vinte e cinco anos de coragem". O jornal afirma que João Paulo é um gigante e que "o jubileu de prata é a coroação de um caminho fora do comum, que atravessou as páginas mais sombrias do século passado." Monarquia x democracia Le Temps, de Genebra, na Suíça, faz uma crítica ao papa e a Igreja Católica. "Será que 25 anos não é tempo demais para um pontificado?", escreve o jornal. "O caráter absolutista" adquirido durante o pontificado de João Paulo Segundo, continua o diário "não parece mais sustentável em um mundo no qual a maioria dos católicos vive em democracias". "No momento, o papado funciona como um direito monárquico divino. Não seria chegada a hora do direito divino democrático?", alfineta Le Temps. Transgênicos Na imprensa britânica o papa só aparece nas páginas internas dos jornais. O destaque fica para o fechamento na Europa de grande parte das operações da americana Monsanto, a maior empresa de transgênicos do mundo. O jornal The Daily Telegraph diz que "a decisão é vista como um ato de desistência da empresa de promover o plantio de cereais transgênicos na Europa". Na Bolívia, que vive uma crise institucional por causa de um polêmico plano de exportações de gás natural, o diário La Razón diz em editorial que "apesar de oportuna e bem intencionada", a proposta de um plebiscito feita ontem pelo presidente Gonzales Sánchez de Lozada "é insuficiente e chega com atraso". Guerra santa Nos Estados Unidos, o jornal Los Angeles Times comenta a nomeação do general William Jerry Boykin como subsecretário de inteligência do Departamento de Defesa americano. "O principal militar apontado para caçar (Osama) Bin Laden e (Saddam) Hussein é um evangélico que fala abertamente do 'Exército de Deus'", escreve o diário em sua primeira página. O jornal lembra vários discursos do general dizendo que ele faz parte desse "Exército de Deus". Num deles, comentando uma operação na Somália, o general disse, segundo o jornal: "Sabia que meu Deus era maior do que o dele. O meu era o Deus verdadeiro e o dele apenas um ídolo". Ainda de acordo com o jornal californiano, Boykin disse a grupos religiosos em junho que islâmicos radicais odeiam os Estados Unidos "porque somos uma nação cristã, por causa de nossas bases de fundação e de nossas raízes judaico-cristãs (...) e o inimigo é um sujeito chamado Satanás". |
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