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Reformas na AL aumentaram dependência externa, diz Unctad
A Unctad, Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento, disse que a América Latina está enfrentando enormes dificuldades para crescer apesar de ter sido a região que mais adotou as reformas de mercado defendidas por Washington. "A América Latina e hoje refém de uma política do passado que a tornou muito dependente", disse à BBC Brasil o secrátario-geral da Unctad, Rubens Ricúpero. Segundo o relatório, as políticas adotadas pelas Ásia de incentivo às exportações tiveram um efeito muito melhor do que a estratégia de abertura de mercados adotada pela África e principalmente pela América Latina. "Nesses vinte anos a América Latina ficou dependente de mecanismos externos para ajustar suas dívidas, como a sobrevalorização do câmbio, que levaram a constantes crises financeiras, interromperam o crescimento econômico e provocaram um desindustrialização precoce", argumenta. Indústrias Ricúpero diz que a maior parte destes paises tem hoje uma base industrial menor do que a de vinte anos atrás e os setores industriais que se mantiveram "o fizeram através de drásticas reduções de suas estruturas". "Ja a Ásia recorreu a medidas mais virtuosoas, como o estímulo a exportação e o aumento do valor agregado de seus produtos, levando a uma situação mais sólida." O embaixador diz que o relatório da Unctad sugere que a América Latina corrija este rumo o mais rápido possível. Mas Ricúpero observa que não vê tal disposição entre os governo da região. "Em nível de governo tenho a impressão de que não há ainda nenhum sinal mais importante de mudanças, a não ser nos países que sofreram as crises mais graves, como a Argentina, e que a agora têm de reconstruir tudo." Ele admite, no entanto, que não é fácil para a América Latina mudar, mesmo que queira. "Acho que a sociedade ja esta tomando consciência de que o rumo tem de ser corrigido e espero que isto em breve vá chegar até os governos", diz. "Mas mesmo que haja esta decisão vai ser algo delicado porque hoje estes países já estão muito dependentes do capitais externos, que põe sinal não vão mais fluir como fluíram no início dos anos 90". Ricúpero, no entanto, diz que essencial que não só as nações envolvidas, mas também órgão internacionais como o FMI percebam que mudanças têm de acontecer. "Inclusive que porque é importante que o devedor esteja saudável e capaz para poder cumprir suas obrigações." |
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