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Manifestações na Bolívia deixam ao menos dez feridos
A polícia boliviana usou gás lacrimogêneo para reprimir manifestantes que protestavam contra os planos do governo de aumentar as exportações de gás natural, na quarta-feira, na capital, La Paz. Pelo menos dez pessoas ficaram feridas e ao menos 15 foram presas nos confrontos. O protesto contou com estudantes e centenas de mulheres, que percorreram a principal rua da capital dançando, vestidos em ponchos típicos do país. Elas reivindicaram melhores serviços de saúde para idosos e a melhoria da educação para as crianças do país. Reforma Agrária Milhares de camponeses e trabalhadores urbanos, entre eles professores, também participaram de manifestações. Entre as muitas reivindicações, estavam o apelo por reforma agrária e mensagens contrárias à criação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca). A principal reivindicação, que tem sido capaz de reunir grupos de diferentes setores da sociedade boliviana, é a suspensão dos planos da Bolívia de exportar mais gás natural, provavelmente para o México e para os Estados Unidos. Entre os motivos apresentados pelos defensores do que está sendo chamado de “A guerra do gás”, está o fato de que ele deveria ser usado para abastecer, gratuitamente, 250 mil residências que não tem acesso ao produto. Para o governo, a campanha contra a venda de gás está sendo utilizada apenas como uma desculpa política para atacar o presidente Gonzalo Sánchez de Lozada. Movimento Socialista Para o presidente boliviano, as reivindicações dos manifestantes espelham as críticas feitas pelo principal grupo de oposição, o Movimento Socialista. "Esses problemas e dificuldades (as últimas manifestações) são provocados pelo que considero um grupo radical da sociedade boliviana que acredita que pode governar (o país) das ruas, e não a partir do Congresso ou de outras instituições", disse Lozada. As manifestações na Bolívia contra as exportações de gás têm ocorrido desde o início do mês de setembro. No penúltimo fim de semana, pelo menos cinco pessoas morreram quando soldados e policiais tentavam liberar um grupo de mais de 800 turistas – inclusive cerca de 40 estrangeiros – retidos pelos manifestantes que bloquearam uma estrada perto do Lago Titicaca. Segundo a agência de notícias espanhola EFE, dois soldados morreram vítimas de ferimentos no confronto. O governo disse que as forças de segurança foram emboscadas. |
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