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Governo da Bolívia pede calma após choques de sábado
O governo da Bolívia apelou por calma depois de choques entre as forças de segurança e agricultores que protestavam contra planos para a exportação de gás natural. Pelo menos cinco pessoas morreram no sábado quando soldados e policiais tentavam liberar um grupo de mais de 800 turistas - inclusive cerca de 40 estrangeiros - retidos pelos manifestantes que bloquearam a estrada perto do Lago Titicaca. Segundo a agência de notícias espanhola EFE, dois soldados morreram vítimas de ferimentos no confronto. O governo diz que as forças de segurança foram emboscadas. O líder dos agricultores, Felipe Quispe, disse que no governo há assassinos e prometeu que os protestos vão continuar. Os agricultores alegam que o gás natural deve ser destinado a bolivianos pobres antes de se pensar em exportação. Grandes reservas A Bolívia tem as maiores reservas de gás natural da América Latina e está em conversações com o México e os Estados Unidos para possível acordo de exportação do produto. O governo prometeu realizar uma campanha de informação sobre o assunto, em uma tentativa de dissipar tensões. Na semana passada, os índios Aimara colocaram obstáculos em grandes vias de estradas ligando a capital do país, La Paz, a outras cidades bolivianas e aos países vizinhos, Chile e Peru. Alguns manifestantes também ficaram irritados com planos de exportar gás por portos no Chile que pertenceram à Bolívia até uma guerra em 1879. O governo descartou a realização de um referendo sobre o assunto. Correspondentes dizem que se a Bolívia não aumentar as exportações de gás, pode alienar investidores estrangeiros que colocaram cerca de US$ 2,5 bilhões em projetos de exploração de gás no país. |
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