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Ex-jogador da Tunísia ligado à Al-Qaeda é condenado
Um tunisiano foi condenado em um tribunal da Bélgica a dez anos de prisão, por ter planejado um ataque extremista contra uma base militar da Otan que abriga soldados americanos. O réu, Nizar Trabelsi, é um ex-jogador de futebol profissional que chegou a atuar em times da Alemanha. Trabelsi teria planejado realizar o ataque contra a base de Kleine Brogel, no leste da Bélgica, há dois anos. Outras 22 pessoas estão sendo julgadas no mesmo caso e devem ter seus veredictos anunciados em breve. Bin Laden Além de acusadas de estar envolvidas no planejamento do ataque à base da Otan, essas pessoas também são suspeitas de ter procurado recrutar voluntários para lutar no Afeganistão pela Al-Qaeda. A promotoria acredita que alguns deles estiveram envolvidos no assassinato, em 2001, do comandante militar Ahmad Shah Masood – que era um dos líderes da resistência contra a milícia Talibã no Afeganistão. Os promotores estão pedindo até dez anos de prisão para alguns desses réus. Trabelsi foi considerado culpado de destruir propriedade pública, de estar em posse de armas ilegalmente e de fazer parte de um grupo armado particular. Durante o julgamento, o tunisiano disse que se encontrou várias vezes no Afeganistão com o líder da Al-Qaeda, o dissidente saudita Osama Bin Laden. O réu revelou que Bin Laden lhe disse para ir à Bélgica para que preparasse um caminhão-bomba e cometesse um atentado suicida contra a base de Kleine Brogel.
“Tudo aponta para o fato de que, na noite anterior a sua prisão, ele estava determinado a levar adiante o projeto”, disse a juíza Claire Degryse ao anunciar a sentença. Sem leis De acordo com jornalistas que acompanharam o julgamento, a sentença de prisão contra Trabelsi poderia ter sido maior, caso a Bélgica tivesse leis específicas antiterrorismo. Junto com Trabelsi, outro tunisiano, Tarek Maaroufi, é considerado uma figura-chave no julgamento. Ele é acusado de envolvimento com uma rede de falsificação de passaportes diretamente ligada ao assassinato de Masood. O líder militar foi vítima de dois ativistas suicidas que, acredita-se, estavam viajando com passaportes belgas. Alguns dos suspeitos estão sendo julgados pela participação no plano de atacar a base da Otan e outros, pela tentativa de recrutar voluntários para a Al-Qaeda. As autoridades belgas decidiram juntar todos os julgamentos em um só – o maior já realizado no país envolvendo pessoas acusadas de práticas extremistas. |
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