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Bush nega relação entre Saddam e 11 de setembro
O presidente americano, George W. Bush, disse na quarta-feira não haver evidências de que Saddam Hussein tenha estado envolvido nos ataques do dia 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos. A declaração – entre as mais explícitas sobre o assunto – foi feita depois que uma recente pesquisa de opinião revelou que quase 70% dos americanos entrevistados disseram acreditar que o ex-líder iraquiano estivesse pessoalmente envolvido nos atentados. Bush voltou a dizer, no entanto, que acredita que Saddam Hussein tenha ligações com a organização al-Qaeda – o grupo acusado de ter sido o responsável pelos ataques. Críticos à guerra no Iraque acusam o presidente americano de encorajar deliberadamente a confusão entre o público para obter apoio para a ação militar. Falta de clareza "Nós não temos evidência de que Saddam Hussein tenha tido envolvimento com os ataques do dia 11 de setembro", disse o presidente à imprensa, ao se encontrar com membros do Congresso para discutir a legislação sobre energia. Muitos americanos acreditam que alguns dos sequestradores eram iraquianos – enquanto que nenhum deles era – e que os ataques foram orquestrados por Bagdá, apesar da falta de qualquer evidência concreta disso. O correspondente da BBC em Washington, Ian Pannell, disse que essa confusão tem sido parcialmente atribuída, no melhor dos casos, a uma falta de clareza por parte da administração americana e, no pior, a uma intenção deliberada de confundir o público. Ainda no último domingo, o vice-presidente Dick Cheney se recusou a eliminar uma possível ligação entre a al-Qaeda, o Iraque e os ataques do 11 de setembro, dizendo "nós não sabemos". "Nós ficamos sabendo de algumas coisas. Nós ficamos sabendo cada vez mais de que há uma relação entre o Iraque e a al-Qaeda que vem desde a maior parte da década de 90", acrescentou. Na quarta-feira, o presidente disse que Cheney estava certo sobre as suspeitas de ligações entre o Iraque e a al-Qaeda, citando o caso de jordaniano Abu Musab al-Zarqawi, o líder de um grupo islâmico no norte do Iraque chamado Ansar al-Islam que, acredita-se, teria relações com a rede de Osama bin Laden. Os Estados Unidos acreditam que al-Zarqawi tenha recebido tratamento médico em Bagdá e tenha ajudado a orquestrar o assassinato de um diplomata americano na Jordânia. Bush negou que tenha havido qualquer tentativa por parte de sua administração de tentar confundir os americanos em relação a supostas ligações entre Saddam e os atentados do dia 11 de setembro. "O que o vice-presidente disse foi que ele (Saddam) tem tido envolvimento com a al-Qaeda. E Zarqawi, um integrante da al-Qaeda, estava em Bagdá. Ele é o caro que ordenou o assassinato de um diplomata americano....Não há dúvidas de que Saddam Hussein tivesse ligações com a al-Qaeda", completou o presidente americano. |
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