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Conselho de Segurança está dividido sobre Iraque
Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) não conseguiram chegar a um acordo sobre como colocar em prática a transferência de poder a iraquianos. Depois de presidir uma reunião em Genebra, o secretário-geral da entidade, Kofi Annan, afirmou que os países concordam que a transição política no Iraque seja realizada "assim que possível", mas ainda são necessárias novas negociações para que sejam resolvidas as divergências. Segundo o correspondente da BBC Gordon Corera, que acompanhou o encontro, o calendário e a maneira como essa transferência de poder seria feita provou ser um assunto profundamente controverso, lembrando o "racha" entre a França e os Estados Unidos antes da guerra no Iraque. A França sugeriu o estabelecimento de um novo governo no Iraque dentro de um mês, além de um rascunho de uma nova Constituição até o fim do ano e eleições gerais em meados de 2004. 'Irrealista' Mas o secretário de Estado americano, Colin Powell, rejeitou a proposta francesa, qualificando-a de "totalmente irreal". Em uma entrevista a jornalistas, no final da reunião, Powell disse que a transferência precisa ser feita de "forma responsável". Os Estados Unidos apresentaram uma proposta de resolução ao Conselho de Segurança para criar uma força internacional no Iraque com o objetivo de diminuir a pressão sobre as tropas americanas. Mas o governo de George W. Bush quer que as forças tenham um comandante americano e já informou que não está preparado para ceder o comando militar à ONU. Segurança Alguns países-membros do Conselho como por exemplo Alemanha, França e Rússia mostraram-se relutantes para aprovar qualquer resolução sobre o Iraque que possa ser interpretada como uma bênção à guerra no país. Após a reunião da ONU, Powell deve embarcar para o Kwait e o Iraque em visita oficial. A questão da segurança no país deve ser uma das prioridades na agenda de Powell, que é o funcionário americano de mais alto escalão a visitar o Iraque desde a queda do regime de Saddam Hussein em abril pela coalizão militar liderada pelos Estados Unidos. De acordo com Kofi Annan, os ministros de China, Rússia, Grã-Bretanha, França e Estados Unidos deverão voltar a se reunir na próxima semana na sede da ONU em Nova York. |
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