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Rejeição a transgênicos surpreende governo britânico, dizem jornais
O debate em torno de alimentos geneticamente modificados ressurgiu na Grã-Bretanha depois de divulgado relatório oficial indicando o quanto cultivos desse tipo são rejeitados pela opinião pública britânica. Vários artigos dizem que o governo não esperava um índice de rejeição tão alto. "Cultivos transgênicos? Não, obrigado" é a manchete do jornal The Independent. O jornal diz que só 2% dos que participaram de 600 reuniões de consulta por toda a Grã-Bretanha disseram que comeriam alimentos transgênicos tranqüilamente. Mas o Independent diz em editorial que, apesar dos riscos apresentados pelos transgênicos e de sua impopularidade, esse tipo de alimento poderia trazer enormes dividendos à humanidade, melhorando a dieta, prolongando vidas e trazendo relativa prosperidade a países em desenvolvimento em pouco tempo. O jornal diz, contudo, que, a revolução genética na agricultura, com todos os seus benefícios, não seria completa se as nações em desenvolvimento continuarem a ser discriminadas no comércio internacional com a concessão de subsídios aos já ricos agricultores dos Estados Unidos e da Europa. O jornal The Guardian diz que o sentimento antitransgênicos na Grã-Bretanha está fazendo com que cientistas renomados deixem o país e desenvolvam suas pesquisas em outros países como o Canadá, os Estados Unidos e a Alemanha. Iraque O Guardian concentra-se ainda no fracasso em se encontrar armas de destruição em massa no Iraque. A notícia de que nenhum vestígio de um arsenal ilegal foi encontrado depois de seis meses de intensa busca no Iraque constaria, segundo o Guardian, em relatório compilado por um grupo liderado pela CIA (o serviço secreto americano) que circula em Washington e Londres. Segundo o Guardian, os governos dos dois países provavelmente vão se concentrar em provas documentais de que o regime de Saddam Hussein era capaz de produzir armas de destruição em massa, e provavelmente pretendia fazer isso, assim que terminasse o escrutínio internacional. O Guardian noticia que o relatório desapontou tanto a Casa Branca e o Pentágono quanto o gabinete do primeiro-ministro britânico. Segundo o Guardian, uma fonte da inteligência americana disse que o relatório demonstra a real falta de base para o julgamento, feito em outubro de 2002, de que Saddam tinha centenas de toneladas de agentes químicos e biológicos prontos para uso. Apenas aparências Na Alemanha, a imprensa destacou o encontro do presidente americano, George W. Bush, com o chanceler alemão, Gerhard Schröder. Para o Süddeutsche Zeitung, as manifestações públicas de amizade entre os dois líderes não passaram de aparência, pois as divergências sobre o Iraque continuam. O Die Welt, menos cético, saúda o que descreve ser o final de uma "crise perigosa". O jornal diz que a "briga" entre os Estados Unidos, de um lado, e a França e a Alemanha, de outro, durante a crise no Iraque, representou uma ameaça aos fundamentos das Nações Unidas. "Os dois lados finalmente admitiram que isso não serve ao interesse de ninguém", disse o Die Welt. Mas acrescenta que ambos ainda discordam sobre o que justifica uma ação militar preventiva. Na Suíça, há preocupação com a saúde precária do Papa João Paulo II. O Tribune de Genève pergunta se o papa "fez provisões para uma aposentadoria forçada", no caso de ele se tornar totalmente incapacitado. "E, mesmo depois disso, quem tomaria a iniciativa?", pergunta o jornal suíço. |
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