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Furacões piores têm menos destaque que o Isabel, diz jornal
O furacão Isabel é tema de primeira página dos principais jornais internacionais nesta sexta-feira. O The Independent, da Grã-Bretanha, lembra que o furacão que avançou sobre os Estados Unidos estava bem enfraquecido em relação ao previsto no domingo. "Na Ásia, ciclones e tufões muito mais mortais mal são mencionados, mas o centro de poder no mundo e sua mídia não ficam em Bangladesh ou nas Filipinas". O jornal publica mapas e fotos da costa leste dos Estados Unidos mostrando os efeitos devastadores do furacão, onde se vê o mar avançando sobre avenidas vazias de cidades no Estado americano da Carolina do Norte. Ele também destaca o frenesi da mídia ao cobrir o furacão, que transformou a vida em Washington. Na capital americana, "havia um clima inquietante como o que se seguiu aos ataques terroristas de 11 de setembro, há dois anos. Agora, como antes, era um dia da semana, mas as ruas, mais uma vez, estavam quase vazias". Mercosul Outro jornal britânico, o The Times, informa que o furacão Isabel deixou mais de um milhão de pessoas sem energia elétrica nos Estados Unidos. Algumas pessoas, contudo, decidiram observar o espetáculo da Mãe Natureza, diz o The Times. Segundo o jornal, algumas pessoas decidiram ignorar ordens de sair das áreas de perigo e um americano decidiu "manter sua câmera de vídeo ligada e voltada para o pier de Atlantic Beach, esperando filmar seu desmoronamento". O entrevistado disse que estava achando o tufão "divertido". O El País, de Montevidéo, informa que o presidente uruguaio, Jorge Batlle, disse em visita a Miami que seu país apoia a criação da Alca, enfatizando que o Mercosul "não traz uma solução ampla" e que seus países-membros precisam "dar um passo para fora". Em palestra na Universidade Internacional da Flórida, Batlle disse que "a Alca é essencial para a América Latina, para a democracia e para nossa luta contra a pobreza". Ele caracterizou a situação do Chile como ideal porque o país assinou acordos bilaterais com os Estados Unidos e a União Européia, diz o El País. China e Iraque A reunião anual do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial em Dubai começa a ser tema dos jornais. O britânico Financial Times diz que uma vez na vida os representantes do encontro do fim de semana não vão precisar se preocupar tanto com as perspectivas imediatas da economia mundial, pois a tendência no curto prazo parece favorável. Mas surgiram duas outras preocupações no longo prazo: a moeda chinesa e a reconstrução do Iraque. "Funcionários do FMI dizem que surgiu uma certa tensão por causa da contínua pressão dos Estados Unidos para que as instituições se preparem para emprestar dinheiro ao Iraque. Ninguém tomou ainda uma decisão sobre a que tipo de governo o FMI deve conceder empréstimos. Mas, certamente, porque é necessário um governo com autoridade amplamente reconhecida, ele não pode dar dinheiro para a autoridade provisória da coalizão como ele está atualmente constituído", disse o FT. Mas o The Guardian diz que o FMI adverte que o colossal déficit comercial dos Estados Unidos é uma corda no pescoço da economia, enfatizando que o todo poderoso dólar pode cair a qualquer momento. Euro O The Times de Londres destaca que o FMI reduziu sua previsão de crescimento econômico para a zona do euro (a moeda única européia). O FMI criticou duramente o desempenho econômico do conjunto dos países que adotaram o euro, dando apoio às propostas do ministro da Fazenda britânico, Gordon Brown, de reformas na União Européia. Os jornais da Europa continental abrem grande espaço para a sessão conjunta dos gabinetes da França e Alemanha na capital alemã, Berlim. O jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung diz que um programa de investimento proposto pelos líderes dos dois países não tem solidez econômica. Segundo o jornal, o programa tem como objetivo estimular a economia européia, melhorar sua infra-estrutura, reformar seu sistema social e mercado de trabalho, restaurar a competitividade industrial e proporcionar investimento na educação e em inovações. "Não soa como conto de fadas," diz o Frankfurter Allgemeine Zeitung, "é um conto de fadas." Um artigo no International Herald Tribune, publicado em Paris, afirma que essa sessão conjunta dos gabinetes francês e alemão ocorre "em meio a contínuas preocupações com a economia européia – especialmente a alemã – e críticas à França e a Alemanha por violarem as regras que elas mesmas criaram quando a chamada zona do euro, da moeda única européia, foi criada". "Durante dois anos consecutivos, ambos os países excederam o teto permitido para déficit no orçamento" e "ambos parecem certos de que vão exceder de novo neste ano". Mesmo assim, "ambos rejeitaram os métodos de austeridade alegando que eles acabariam com qualquer chance de recuperação econômica", diz o International Herald Tribune. |
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