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Atualizado às: 17 de setembro, 2003 - 11h40 GMT (08h40 Brasília)
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Jornal diz que Brasil pode ser chamado a atuar no Iraque
Pressreview

Na edição desta quarta-feira do jornal argentino La Nación está a informação de que os Estados Unidos intensificaram suas consultas a vários países para ampliar a força multinacional para restaurar a ordem no Iraque.

Entre esses países, diz o correspondente do La Nación em Washington, Jorge Rosales, estariam a Argentina, o Brasil e o Chile.

Segundo o jornal, o governo argentino não quer dar o primeiro passo ou liderar uma cruzada regional para enviar tropas ao Iraque.

O La Nación diz que Argentina, Chile e Brasil só estudariam a possibilidade de mandar soldados para o Golfo em uma missão respaldada pela ONU.

Grã-Bretanha

O The Guardian, da Grã-Bretanha, traz como manchete de primeira página "Retirada seria suicídio".

O jornal diz que o primeiro-ministro britânico Tony Blair está preparando discurso para a convenção do partido e quer advertir críticos de que não haverá recuo nem de reformas nos serviços públicos, nem da ocupação no Iraque.

O jornal traz fotos de várias áreas em que o governo tem lutado para defender suas políticas: educação, saúde, Iraque e pedidos de asilo político.

A Argentina também é tema de editorial no jornal britânico Financial Times.

O jornal elogia o presidente Nestor Kirchner, dizendo que ele fez progressos no país desde que assumiu o cargo, em maio.

Mas destaca que foi necessário um acordo da Argentina com o Fundo Monetário Internacional - mesmo um que não seja muito bom.

O editorial diz que, armado de um acordo com o Fundo, Kirchner terá força para orquestrar as alianças de que necessita.

Segundo o FT, Kirchner precisa confrontar problemas difícieis.

"Confusão sobre o compromisso do governo de respeitar o direito de propriedade vem levando a um declínio em investimentos, auemntando a vulnerabilidade externa da Argentina e minando seu crescimento potencial no longo-prazo".

O jornal britânicoThe Times noticia que documentos cuja divulgação foi liberada em Moscou mostram que o ex-presidente soviético, Nikita Khrushchev, não não tinha uma imagem muito edificante do então presidente dos Estados Unidos, John Kennedy.

Segundo o The Times, os documentos revelam que Khrushchev disse que Kennedy era "um menininho" que "não pode nem ficar de pé para o público americano nem liderá-lo".

Minutas de encontros que discutiam a crise dos mísseis cubanos de 1962, reproduzem comentários de Khrushchev como: "O fato é que nós não queremos lançar uma guerra. Nós queremos assustar os Estados Unidos".

"O trágico é que eles podem atacar e nós vamos revidar. Isso pode levar a uma enorme guerra", diz o líder soviético.

Segundo o artigo do Times, Khrushchev sugeriu o uso de armas táticas e não estratégicas para assustar os Estados Unidos sem causar danos. Ele também sugeriu que Cuba poderia ser usada, no futuro, como base para atacar os Estados Unidos e insistiu que os soviéticos sairiam bem da crise.

A crise, em outubro de 1962, se resolveu quando os soviéticos tiraram mísseis que haviam instalado na ilha.

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