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Atualizado às: 24 de setembro, 2003 - 13h19 GMT (10h19 Brasília)
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Bush foi aplaudido por cortesia; Lula, por convicção, diz jornal

O jornal Daily Mail, da Grã-Bretanha, disse que Bush foi aplaudido por cortesia, mas Lula, Chirac e o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, foram aplaudidos com convicção na Assembléia Geral da ONU, em Nova York.

O também britânico The Guardian cita o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na primeira página, destacando o isolamento de Bush na ONU e a pouca aceitação que teve o discurso do presidente americano.

A parte do discurso de Lula citada no jornal foi aquela em que ele diz que "pode-se ganhar sozinho uma guerra, mas paz duradoura não pode ser assegurada sem o apoio de todos".

A imprensa européia em geral destacou a fragilidade das relações entre a França e os Estados Unidos em relação ao Iraque, exposta na sessão de abertura da Assembléia Geral da ONU. "Chirac defende a ONU contra Bush" é a manchete do Le Monde, um dos principais jornais da França.

'Respeito às leis'

Segundo o diário francês, os discursos dos dois líderes mostraram que "a diferença entre a França e os Estados Unidos sobre a guerra do Iraque e o papel da ONU na política internacional é total e não mudou".

O Le Figaro, um jornal francês de linha conservadora, diz que o choque de posições na ONU era inevitável.

O presidente da França, Jacques Chirac, "apresentou-se como defensor do respeito às leis internacionais", enquanto o presidente americano, George W. Bush, "passou uma imagem de senhor do antiterrorismo global", diz o Le Figaro.

Segundo o jornal, Chirac "prestou atenção ao discurso de Bush e até aplaudiu, por cortesia, com a ponta dos dedos", enquanto Bush "já havia deixado o recinto quando seu colega francês começou a falar".

O mesmo trecho do discurso de Lula destacado pelo Guardian é citado no jornal americano Washington Post. O jornal diz que representantes do Brasil na África do Sul usaram o pódio da Assembléia Geral para falar sobre os limites da ação militar americana em resolver disputas no Iraque e em outros países.

"Eles disseram que os obstáculos enfrentados pelas forças americanas no Iraque mostram a necessidade de um papel maior para as Nações Unidas", disse o Post.

Salas de bate-papo

Outra notícia que mereceu a atenção dos jornais nesta quarta-feira foi a decisão da Microsoft de fechar suas salas de bate-papo em algumas regiões do mundo.

O britânico The Guardian diz, em editorial, que a decisão traz alívio a pais, já que "investigadores americanos passaram os nomes de mais de 7.000 membros britânicos de sites de pornografia envolvendo crianças - inclusive os nomes de 50 policiais - para o serviço nacional de inteligência criminal".

Mas, o jornal diz que bate-papo virtual não vai acabar e os parentes terão que optar entre ter seus filhos usando áreas oferecidas por empresas como a Microsoft, que têm pelo menos possibilidade de fornecer soluções tecnológicas para o problema, ou usando uma gama de salas de bate-papo suspeitas que surgirão em paraísos fiscais pelo mundo afora.

O Guardian traz uma notícia sobre outro jornal britânico, o The Sun.

O The Sun é um dos tablóides de maior circulação no país e foi obrigado a mudar sua manchete de primeira página de terça-feira por pressão dos próprios leitores.

A manchete de uma reportagem que dizia que o ex-pugilista britânico Frank Bruno foi hospitalizado por distúrbios mentais era "Bruno doido é trancafiado".

Vários leitores e organizações pela saúde mental protestaram contra a forma como Bruno foi tratado e o jornal substituiu a manchete em edições posteriores, para "Triste Bruno em asilo", trantando o pugilista como uma figura heróica.

Segundo o Guardian, Marjorie Wallace, da ONG para saúde mental "Sane", disse que "uma em cada cem pessoas sofrem um colapso nervoso sério pelo menos uma vez na vida, e são tratadas em hospitais como qualquer outra doença e a maioria volta para casa em poucos dias".

Os editores do The Sun não quiseram fazer declarações sobre o episódio, mas o jornal lançou nesta quarta-feira um fundo para tentar ajudar pessoas com problemas mentais.

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