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Atualizado às: 20 de setembro, 2003 - 02h30 GMT (23h30 Brasília)
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ONU decide mandar 15 mil soldados à Libéria
Libéria
No interior liberiano, homens armados continuam a violência

O Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) aprovou nesta sexta-feira, por unanimidade, o envio de uma força de paz de 15 mil homens para a Libéria.

A resolução, proposta pelos Estados Unidos, tem o objetivo de supervisionar o cumprimento do acordo de paz assinado no mês passado entre o governo e os os principais grupos rebeldes do país.

A principal tarefa dos soldados será restaurar a segurança nas ruas e criar um plano de desarmamento dos 30 mil integrantes de milícias, entre eles crianças que ainda estão atuando no interior do país.

Em agosto, os dois principais grupos rebeldes assinaram um acordo com o governo para compartilhar os poderes, criando um governo interino que deve acabar com quatro anos de guerra civil.

O governo da Nigéria foi o principal articulador dos esforços de paz na Libéria e cedeu a maior parte dos 3,5 mil soldados das forças de paz do Exército da África Ocidental (Ecomil).

Interior

Os soldados ajudaram a diminuir a violência na capital do país, Monróvia, mas não conseguiram acabar com os abusos no interior.

Além dos 15 mil soldados, mais de mil policiais civis devem engrossar as forças de paz da ONU.

Até o momento, nenhum país foi convocado a ceder tropas para a força-tarefa, mas o enviado da ONU à Libéria está participando de diversas reuniões com representantes de governos da Europa.

Os 15 integrantes do Conselho de Segurança aprovaram um mandado de um ano, com possibilidade de renovação, mas espera-se que a operação na Libéria dure apenas três ou quatro meses.

"O consenso geral é de que se trata de um país falido", afirmou Jacques Paul Klein, o enviado-chefe da ONU à Libéria, no início da semana.

"Agora, temos que reconstruir o país."

Pelo menos um milhão de liberianos constam oficialmente como flagelados, mas, na realidade, quase todos os 2,7 milhões de habitantes do país foram afetados pelo conflito, seja pela morte de parentes ou pelo empobrecimento causado pela guerra.

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