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Atualizado às: 19 de agosto, 2003 - 00h46 GMT (21h46 Brasília)
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Governo e rebeldes da Libéria assinam acordo de paz
Soldado de paz ao lado de rebelde do Lurd
Soldado de paz ao lado de rebelde do Lurd

Grupos rebeldes da Libéria assinaram nesta segunda-feira, em Gana, um acordo de paz para pôr fim à guerra civil de 14 anos no país.

O documento prevê a instalação de um governo provisório que deve ter alguns de seus ministérios ocupados por rebeldes. As facções poderão, segundo negociadores em Gana, iniciar a nomeação já na terça-feira.

A solução do conflito ficou mais próxima quando o presidente Charles Taylor renunciou ao cargo e se exilou depois de intensa pressão internacional.

Segundo um correspondente da BBC, a notícia provocou uma onda cautelosa de otimismo sobre o fim dos conflitos.

Um negociador da África Ocidental, Mohammed Ibn Chambas, disse à BBC que todas as questões haviam sido resolvidas em conversas que terminaram nas primeiras horas do dia.

Governo provisório

Pelo acordo, o atual presidente, Moses Blah – que assumiu após a renúncia de Taylor – deverá deixar o poder até o dia 14 de outubro.

O governo provisório irá, então, assumir e administrar o país até janeiro de 2006, quando serão realizadas eleições.

Nenhum dos dois principais postos – o de presidente e vice-presidente – irão para o atual governo ou para os dois grupos rebeldes, Lurd e Model.

Nós próximos dias, os dois lados deverão escolher os nomes para essas posições com base em listas enviadas por partidos políticos e grupos civis.

Os postos no gabinete interino e no Parlamento serão divididos entre os representantes do atual governo, os rebeldes, outros partidos políticos e sociedade civil.

Países da África Ocidental – que ajudaram no estabelecimento do acordo – deverão enviar forças para monitorar o cessar-fogo e, depois, para fazer parte de uma força internacional de estabilização.

Normalidade

Enquanto isso, a vida na capital da Libéria, Monróvia, está lentamente retornando ao normal depois que o principal grupo rebelde se retirou da área portuária na semana passada.

O correspondente da BBC Alastair Leithead, que está na cidade, diz que mais lojas estão abrindo, ônibus e táxis começam a retornar às ruas e comerciantes começam a reparar o estrago da guerra.

Um navio carregando ajuda à Libéria naufragou numa tempestade a caminho da vizinha Serra Leoa, de acordo com agência humanitária World Vision.

Todas as 22 pessoas a bordo foram resgatadas, mas a maioria do carregamento de ajuda humanitária avaliado em US$ 100 mil (aproximadamente R$ 300 mil) foi perdida.

Ajuda ideal

Dezenas de pessoas procuram emprego no porto, recentemente abandonado pelos rebeldes do Lurd.

"Estamos vendo a paz chegar ao nosso país", disse Johnson Saryee, um motorista de caminhão desempregado.

"Hoje está melhor do que ontem, os homens armados estão indo embora. A situação está mudando gradualmente."

Os lados opostos nas conversas concordaram previamente em ajudar organizações humanitárias a ter acesso irrestrito a todas as regiões do país.

No sábado, o grupo ameaçou recomeçar a batalha se não conseguisse dois postos no governo.

Dezenas de milhares de liberianos estão desesperadamente precisando de comida depois de semanas de luta entre o governo e as forças rebeldes.

A força de paz Ecomil, da África Ocidental, está no país há duas semanas.

No domingo, mais tropas nigerianas chegaram, e a Ecomil expandiu a área sob seu controle perto de Monróvia.

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