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Atualizado às: 13 de setembro, 2003 - 00h28 GMT (21h28 Brasília)
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Irã protesta contra ultimato dado por agência da ONU
Irã
Foto de satélite de uma instalação nuclear iraniana

Os Estados Unidos advertiram o Irã a cumprir a ordem da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e provar até o fim de outubro que não tem um programa de armas nucleares.

O porta-voz do Departamento de Estado americano, Adam Erly, disse que se o país se negar a colaborar, isso será mais uma prova de que o Irã tem um programa clandestino de armas.

Mais cedo, em protesto, diplomatas iranianos se retiraram do encontro da AIEA em protesto.

O governo do Irã nega veementemente as acusações. Um porta-voz informou que vai fazer uma "revisão profunda" de sua cooperação com a agência da ONU.

A resolução da AIEA não especifica quais as consequências que o país sofrerá caso não cumpra a decisão, mas deixa aberta a possibilidade de envolvimento do Conselho de Segurança da ONU.

Outras exigências

A resolução aprovada pela agência também exige que o Irã reduza pela metade suas futuras operações de enriquecimento de urânio.

O secretário-geral da AIEA, Mohamed El Baradei, disse que uma mensagem forte foi enviada ao país, de que ele deve colaborar total e prontamente.

Baradei afirmou também que a agência vai adotar um modelo de ação rigorosa em seu trabalho.

Correspondentes dizem que a a questão deve ser levada ao Conselho de Segurança da ONU caso essa resolução da AIEA não seja cumprida.

Os Estados Unidos acusam o Irã de desenvolverem um programa secreto de armas atômicas sob o manto de um programa de energia elétrica.

O governo iraniano afirma que está desenvolvendo tecnologia nuclear com fins absolutamente pacíficos.

O encontro das 35 nações que fazem parte do quatro governantes da AIEA durou uma semana.

As sessões a portas fechadas examinaram um dossiê feito por inspetores da agência que dizem ter encontrado traços da presença de um tipo de urânio usado para fazer bombas numa usina do Irã.

O embaixador iraniano na agência, Ali Akbar Salehi, enfatizou que Teerã não vai aceitar nenhum prazo.

"Você não pode impor prazos para um país soberano", disse ele.

A AIEA vai examinar a cooperação do Irã em novembro, quando terá um novo encontro.

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