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ONU pede ao Irã detalhes de seu programa nuclear
A Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea), que comanda a fiscalização nuclear da ONU, pediu que o Irã dê mais detalhes sobre suas atividades nucleares. Mohammed El Baradei, o coordenador da agência, afirmou que o Irã tem mostrado uma cooperação crescente, mas que os especialistas ainda não têm condições de dizer com clareza o perfil das atividades do país. "Eu pediria urgência ao Irã para mostrar nas próximas semanas total transparência, oferecendo à agência uma declaração completa e precisa sobre suas atividades", afirmou. As declarações foram feitas no início de uma semana que terá uma série de encontros de especialistas da agência para discutir a situação do Irã. Inspetores Numa sessão a portas fechadas, o corpo governante da Aiea está examinando um dossiê feito pelos inspetores do órgão que afirmam ter encontrado vestígios de um tipo de urânio usado em bombas numa usina nuclear iraniana. Apesar de o Irã negar que esteja enriquecendo urânio, o relatório diz que os inspetores não puderam confirmar essa informação. Os Estados Unidos acusam o Irã de tentar desenvolver armas e querem que a agência da ONU condene o país pelas violações ao Tratado de Não-Proliferação (nuclear). El Baradei foi ao Irã duas vezes neste ano, enquanto seus inspetores fizeram visitas freqüentes. O tão falado relatório diz que em agosto o país admitiu tardiamente que tinha feito experimentos com conversão de urânio no começo dos anos 90 e que deixou de declarar. O documento aponta a cooperação crescente do país nos últimos três meses, tanto ao oferecer informações sobre suas atividades nucleares quanto permitindo acesso dos inspetores às usinas nucleares, mas lembra que algumas informações apresentadas agora contradizem outras anteriores. Há a indicação de que o Irã precisa urgentemente esclarecer algumas questões cruciais, não apenas sobre os sinais de que urânio enriquecido foi produzido no país. A agência exige que o Irã assine um protocolo permitindo inspeções de surpresa. Mas o relatório não conclui que o Irã está se recusando a cooperar com suas obrigações com o tratado e um correspondente da BBC diz que o documento não é forte o suficiente para chegar ao nível de condenação que justificaria ação pelo Conselho de Segurança, como esperam os Estados Unidos. Por sua parte, o Irã insiste que suas atividades nucleares são pacíficas, voltadas somente a universalizar a eletricidade, e advertiu que excesso de pressão dos Estados Unidos e de seus aliados poderia ser contraproducente, agravando tensões em vez de diminui-las. |
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